Com o aumento da procura por alimentos saudáveis e acessíveis, o consumo de peixe tem crescido nos últimos anos. Entre as opções mais populares nas feiras e supermercados, destacam-se dois velhos conhecidos: a tilápia e o bagre (ou peixe-gato).
Ricos em proteínas, pobres em gordura e boas fontes de ômega-3, os dois peixes também são queridinhos de quem decide investir na criação em tanques e açudes.
O que diferencia a tilápia do bagre?
Embora tenham muito em comum como a fácil adaptação a diferentes ambientes e o baixo custo de manutenção há diferenças importantes entre as duas espécies, tanto do ponto de vista nutricional quanto da criação.


Sabor e textura
O bagre tem um sabor mais terroso e uma textura firme e carnuda. Já a tilápia oferece um sabor mais leve e adocicado, com carne em flocos, o que agrada quem prefere pratos mais suaves.
Hábitos alimentares
Os bagres são onívoros oportunistas, podendo se alimentar de minhocas, insetos e outros alimentos naturais, além da ração. Tilápias são predominantemente herbívoras, exigindo uma dieta com base vegetal.
Taxa de crescimento
O bagre cresce mais rápido e pode ser pescado ainda jovem, enquanto a tilápia leva um pouco mais de tempo para atingir o peso ideal.
Adaptação ao ambiente
Os dois peixes suportam diferentes condições, mas o bagre é mais tolerante a temperaturas variadas e água com pouco oxigênio. A tilápia é mais sensível ao frio, o que pode exigir cuidados extras em regiões de clima mais ameno.
Resistência a doenças
Nesse ponto, a tilápia leva vantagem, sendo mais resistente a doenças e parasitas, o que reduz perdas e custos com medicamentos.
Demanda regional
O bagre é muito popular na Nigéria e em algumas regiões brasileiras, enquanto a tilápia tem maior saída em outros mercados africanos e no Brasil como um todo, especialmente no Sudeste.
Criação acessível e lucrativa
Tanto a tilápia quanto o bagre são excelentes para quem quer começar a empreender no campo. Podem ser criados em tanques no quintal ou em fazendas maiores, com baixo custo e boa rentabilidade.
A escolha entre uma ou outra espécie pode depender do clima da região, da infraestrutura disponível e da preferência do consumidor local.
