Por Cleiton Túlio
A Polícia Civil de Mato Grosso, através da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), realizou nesta sexta-feira (12.9) a prisão de um cabeleireiro na capital, suspeito de envolvimento com o comércio de entorpecentes. A ação faz parte do desdobramento das investigações da “Operação Renegados 2”, deflagrada em janeiro deste ano, que visa desarticular esquemas de tráfico de drogas na região.
A operação desta manhã teve como objetivo o cumprimento de mandados de busca e apreensão expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias de Cuiabá. As investigações da Denarc apontaram o envolvimento do profissional da beleza com atividades ilícitas relacionadas a narcóticos.
De acordo com a Polícia Civil, as apurações revelaram que o cabeleireiro mantinha contato direto com um dos traficantes já alvos da Operação Renegados 2. Ele estaria adquirindo entorpecentes não apenas para consumo próprio, mas também para comercialização a terceiros na capital.
Durante o cumprimento dos mandados, os agentes realizaram buscas tanto no local de trabalho quanto na residência do suspeito. No salão, apenas o aparelho celular do investigado foi apreendido. Contudo, na casa do cabeleireiro, a polícia encontrou e apreendeu uma quantidade de skunk, uma variação de maconha de alto valor de mercado, confirmando as suspeitas de tráfico.
Não é a primeira vez que o suspeito tem problemas com a Justiça relacionados a drogas. Em 2012, ele foi preso em uma operação da Polícia Federal após receber uma encomenda pelos Correios contendo 239 comprimidos de ecstasy. Por esse crime, o indivíduo foi condenado a seis anos de prisão, tendo cumprido parte da pena em regime fechado.
Após a apreensão das drogas e a coleta de evidências, o cabeleireiro foi encaminhado à Denarc. Lá, após ser interrogado, foi autuado em flagrante por tráfico de drogas e, posteriormente, colocado à disposição da Justiça para as devidas providências legais.
Sobre a Operação Renegados 2
A Operação Renegados 2 foi deflagrada em janeiro deste ano pela Corregedoria da Polícia Civil e pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão a Crime Organizado (Gaeco). A ação teve como foco desmantelar um esquema criminoso que envolvia servidores públicos e indivíduos externos, os quais se associavam para cometer diversos crimes, incluindo o recebimento de vantagens indevidas para não realizar prisões de traficantes.
