Um relatório da Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape-DF), enviado ao ministro Alexandre de Moraes, descreve que Jair Bolsonaro tentou abrir sua tornozeleira eletrônica usando um ferro de solda.
O documento diz que um alarme de violação soou 00h07 deste sábado e o centro de monitoramento teria imediatamente acionado a equipe de policiais que fazem a escolta da casa do ex-presidente. Essa equipe, quando retornou o contato da secretaria, disse que o ex-presidente havia batido o equipamento na escada.
Em seguida, de acordo com o relatório, uma equipe do centro de monitoramentofoi deslocada à casa do ex-presidente para averiguar a situação. Ao chegar ao local, os agentes encontraram a tornozeleira com marcas de queimadura e avarias especialmente no ponto de fechamento. Ao ser questionado, Bolsonaro admitiu ter utilizado um ferro de solda para tentar manipular o aparelho. A pulseira que prende o equipamento, porém, não apresentava dano.
Em vídeo anexado ao processo, Bolsonaro diz ter tentado abrir a tornozeleira com ferro quente por “curiosidade” no final da tarde de sexta-feira.
Jair Bolsonaro foi preso na manhã deste sábado e conduzido a uma cela especial na Superintendência da Polícia Federal. Na decisão que determinou a preventiva, Moraes citou a vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro e a tentativa de violação da tornozeleira eletrônica como motivos para decretar a prisão.
A ação visa impedir fuga do ex-presidente e não configura início do cumprimento de pena. Bolsonaro ainda tem direito a mais um recurso no STF, que deve ser entregue pelos advogados até segunda-feira (24). Somente após a rejeição desse recurso é que o ex-presidente começaria a cumprir a pena imposta pela condenação: 27 anos e três meses de prisão por liderar tentativa de golpe de Estado.
