Embora concentre 27% da população nacional, a participação do Nordeste no PIB (Produto Interno Bruto) é de apenas 13,8%. Cícero Péricles, economista e professor da Ufal
“A falta de dinamismo econômico impede a geração de empregos e renda em ritmo necessário para alcançar as médias nacionais”, completa.
Fatores como esse ajudam a explicar a dependência de programas sociais. Segundo o IBGE, o Nordeste tem 18,8 milhões de domicílios, e 8,7 milhões de famílias estão inscritas no Bolsa Família. Além disso, 2,3 milhões de pessoas recebem o BPC (Benefício de Prestação Continuada).
O economista ressalta que o mercado de trabalho nordestino, com 8,3 milhões de pessoas com carteira assinada, tem características que dificultam o aumento da renda.
A combinação entre pobreza econômica, estrutura produtiva modesta, déficits sociais como baixa escolaridade e formação profissional, e a limitada capacidade fiscal de estados e municípios, ajuda a explicar as dificuldades do Nordeste em obter taxas mais aceleradas de crescimento, capazes de gerar dinamismo econômico, empregos e renda.
Cícero Péricles
