Porém, ao desembarcar em Bangkok, Adé descobriu que não havia ninguém para recepcioná-lo e que o clube que o contrataria sequer existia. Ele havia caído em um golpe: não tinha para onde ir e nem dinheiro para voltar para casa.
Durante os três meses seguintes, o haitiano morou nas ruas da capital tailandesa e sobreviveu graças à ajuda de moradores locais. Foi só então que ele conseguiu uma passagem para retornar ao Haiti.
Lá, reiniciou a carreira. E, de repente, tudo começou a dar certo. Depois de um tempo atuando em ligas amadoras do seu país-natal e dos Estados Unidos, descolou um convite para se profissionalizar no Santiago Morning, da segunda divisão chilena.
Depois, transferiu-se para o Magallanes, também do Chile, e debutou na elite de um campeonato nacional mais relevante. Em 2021, transferiu-se para o Equador. E, dois anos mais tarde, acertou com o LDU, um time que até campeão da Copa Libertadores da América já foi.
Na atual temporada, o já veterano de 35 anos viveu seus melhores momentos. Primeiro, alcançou as semifinais da competição interclubes sul-americana. Depois, ajudou o Haiti a vencer seu grupo nas eliminatórias da Concacaf e se classificar para o Mundial-2026.
Estreante? Que nada
Apesar de atualmente ocupar somente a 84ª colocação no ranking da Fifa e de ter uma história pouco gloriosa no futebol, o Haiti não será um estreante na competição do próximo ano.
