Ao seu lado, já passaram Félix Torres, Cacá, André Ramalho, João Pedro Tchoca, e nenhum deles se firmou ali. Na minha visão, o melhor é o Tchoca, mas a preferência do Dorival é sempre pelos mais experientes, porém com menos habilidade. Nesse momento, o André Ramalho voltou a ser titular, mas a insegurança é enorme e sobrecarrega demais o Gustavo Henrique.
É claro que o Gustavo conhece suas deficiências e entendeu como se joga com a camisa do Corinthians, e que a torcida exige raça e espírito de luta; é isso que ele demonstra ter de sobra. O Corinthians só tomou gols na Copa do Brasil nesse jogo contra o Cruzeiro, e o Gustavo foi um dos responsáveis por essa força defensiva, junto com o Hugo Souza, principalmente.
Lá no Vasco, com o estilo de Fernando Diniz, que gosta de sair jogando com passes curtos e que a construção das jogadas ofensivas se inicie na saída de bola da defesa, é necessário que se tenha zagueiros técnicos, com passes precisos. Por isso, o Diniz pediu um jogador como Robert Renan. Ele cresceu no Corinthians e fez parte de todas as seleções de base do Brasil, muitas vezes sendo o capitão da equipe.
É um ótimo zagueiro, com uma técnica apurada, rápido, se posiciona muito bem, além de ser forte também na cobertura. É um zagueiro construtor de jogadas que o treinador vascaíno adora e acha imprescindível para o funcionamento do seu mecanismo de jogo. O Robert foi dado praticamente de graça para o Zenit em troca do Yuri Alberto, pelo ex-presidente Duílio Monteiro Alves, investigado por ter usado o cartão corporativo para uso pessoal.
Mantuan, Du Queiroz, Ivan, Pedro (com 16 anos na época) e Roberto Renan foram os envolvidos nessa negociação estranhíssima feita pelo Duílio. Em determinado momento, o Robert Renan se perdeu no deslumbramento por tantos elogios e começou a ter erros por soberba, tanto que perdeu um pênalti decisivo para o Internacional, tentando dar uma cavadinha.