Douglas e Mara, aliás, votaram hoje, e, no cenário apertado, foram votos importantes.
Foram feitas inúmeras representações à comissão de ética do clube: oposição, o próprio Casares, o presidente do conselho, vários grupos políticos.
O cenário lembra o de 2015, quando uma série de denúncias atingiram a gestão do então presidente Carlos Miguel Aidar. Aidar, gravado na época afirmando que Douglas cobrava comissão de fornecedores, foi expulso do conselho deliberativo, mas é sócio e membro do conselho consultivo.
Douglas, o citado por Aidar em 2015, recebeu nessa gestão a chance de dirigir Cotia, a joia do São Paulo. Até aparecer, mais uma vez, em um áudio comprometedor.
Em 2021 o Ministério Público, após investigar a gestão Aidar, tornou réus diretores do São Paulo – o próprio Aidar e Douglas estavam entre os denunciados. O clube peticionou à Justiça, se recusando a ser assistente de acusação, e afirmando: não houve crime. Foram todos absolvidos.
Agora, mais uma vez a política do clube vai parar no MP-SP, que abriu inquérito sobre os camarotes clandestinos. O filme de 2025 é muito parecido com o de 2015 – é o final que vai dizer se é uma imitação ou uma reimaginação.