Eram realidades distantes, fato. Vasco e Corinthians eram, então, os melhores times do país, os de mais qualidade técnica. O reencontro de agora foi com times carentes de conquistas recentes.
A escassez dava um tom de tensão extra ao jogo. O Vasco foi dominante nas duas partidas em termos de controle de jogo, de ter uma proposta superior coletiva ao rival.
Assim foi na Neo Química, em um jogo fechado, e no Maracanã, em uma partida um pouco mais franca. Era sempre a equipe vascaína que se lançava e o Corinthians se segurava.
Até porque Dorival Jr. optou por uma formação com quatro volantes no Maracanã, abrindo mão de Garro, para ter mais briga na posse de bola. Essa opção, de certa forma, foi premiada com Matheuzinho avançado para lançar Yuri Alberto para abrir o placar.
Mas o Vasco não sentiu o jogo. Pelo contrário, cresceu. E tanto pressionou que fez o gol em uma roubada de bola em lance de Andrés Gomez pela esquerda que resultou no empate de Nuno Moreira.
Parecia que o Vasco seria o time da virada como canta a torcida. Mas o bloqueio corintiano seguia forte no segundo tempo. Dorival Jr tinha um plano e se apegaria a ele.