13/01/2026

13 de janeiro de 2026 20:15

CDL Cuiabá propõe reescalonamento no aumento do IPTU em 2026

Entidade protocolou pedido na manhã desta segunda-feira, considerando sobretudo estabelecimentos que vêm sendo atingidos pelas diversas obras na cidade

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá) protocolou, nesta segunda-feira (22), na Prefeitura de Cuiabá, uma proposta de reescalonamento no aumento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) em 2026. A medida visa mitigar o custo sobretudo aos comerciantes que estão sendo prejudicados pelas várias frentes de obras que ocorrem na cidade.

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A proposta consiste na criação de um regime diferenciado para os imóveis comerciais situados nas zonas de influência direta das obras do BRT, do Contorno Leste, de saneamento em diversas vias de Cuiabá e do centro histórico, em razão da requalificação das ruas e da construção do novo Mercado Municipal.

“Para estes casos, o aumento do IPTU agravaria uma situação que já é de fragilidade extrema. Para viabilizar esta medida com precisão e justiça fiscal, a CDL Cuiabá coloca-se à disposição para fornecer dados e relatórios que auxiliem a Prefeitura no mapeamento e identificação dos estabelecimentos efetivamente impactados, garantindo que o benefício chegue a quem realmente está sofrendo os prejuízos operacionais”, informa o documento.

O presidente da CDL Cuiabá, Júnior Macagnam, lembrou que as obras já vêm impactando o comércio ao longo de todo o ano de 2025. Em janeiro, pesquisa da CDL Cuiabá identificou 36% de queda nas vendas dos estabelecimentos da avenida do CPA com as obras do BRT. 

“De lá para cá, as frentes de obras aumentaram e seguirão por 2026. Ou seja, os setores de comércio e serviços, que geram 70% da arrecadação, continuarão a ser afetados. É um olhar de sensibilidade que estamos pedindo. Demonstraria o compromisso com o desenvolvimento econômico sustentável e o bem social”, reforçou Macagnam.

O pedido também considera os munícipes em geral, lembrando que a aplicação imediata e integral do aumento pode gerar ainda mais inadimplência e desequilíbrio financeiro, pois 44% da população economicamente ativa de Mato Grosso tem o nome negativado nas bases do SPC Brasil.

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