Em qualquer debate de alto nível, em que argumentos ficam acima do clubismo, o Flamengo tem enorme chances de ser o vencedor contra qualquer adversário.
O clube mais popular do país não é também só o mais rico. É, sem dúvida, o melhor administrado, o que tem excelentes ideias para desenvolver o futebol brasileiro, como nas sugestões recentes rubro-negras sobre o fair play financeiro.
Mas é uma pena que algumas pessoas ligadas ao Flamengo, seja da diretoria, uns poucos rubro-negros da imprensa e os idiotas tribunais da Internet, respondam qualquer crítica ao clube como uma declaração de guerra que precisa ser respondida com cancelamentos nas redes e a mais pura ofensa.
Foi assim nesta terça-feira, quando Luiz Eduardo Baptista, o presidente do clube, fez declarações machistas, misóginas, nojentas em direção à jornalista Renata Mendonça, que mostrou a situação do futebol feminino flamenguista.
Hoje, debater qualquer assunto rubro-negro, do AeroFla ao futebol feminino, virou uma espécie de crime, segundo uma porção de flamenguistas que não concordam com os argumentos dos outros.
Tenho na imprensa pessoas que admiro, e coloca minha mão no fogo pela isenção deles, atacados nas redes sociais, inclusive seus familiares, por críticas ao Flamengo.
Em muitos casos, não concordo com meus amigos. Acho que seus argumentos eram frágeis.
Qualquer debate de bom nível deixaria isso claro.
Mas nessa bolha flamenguista qualquer discussão sobre o clube virou inveja pelo Flamengo ser o colosso em que se transformou.
O Flamengo está hoje acima de todos os clubes do Brasil. Mas não está acima das críticas, do debate, da diversidade de ideias.
Não é ofendendo quem faz bom jornalismo que o clube vai virar o dono da razão.