Fuminho é apontado como o braço direito de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, tido como líder máximo do PCC. Os dois negaram envolvimento com a organização criminosa e também com qualquer plano de resgate.
A SAP diz que o PCC investiu dezenas de milhões de dólares e que o plano envolvia armamento pesado, como fuzis e metralhadoras ponto 50; veículos blindados, aeronave, helicóptero e mercenários estrangeiros treinados na Bolívia.
Na época, Fuminho estava foragido. Ele acabou capturado em abril de 2020 na cidade de Maputo, em Moçambique. O criminoso recebeu voz de prisão em um hotel de luxo. Logo depois foi mandado de volta para o Brasil e recolhido em presídio federal.
Para os advogados dos 13 líderes do PCC, o plano de resgate não passa de ficção; até hoje nada foi comprovado; nenhum veículo blindado, armamento pesado e aeronaves foi apreendido e não há notícia de mercenário identificado e muito menos preso.
No entendimento do MP-SP, os 13 líderes do PCC representam perigo ao sistema penitenciário estadual e se retornarem para São Paulo vão gerenciar o tráfico de drogas, planejar assassinatos, corromper agentes, lavar dinheiro com atividades ilícitas e por isso devem continuar internados em presídios federais.
O prazo de internação de alguns deles vence em janeiro de 2026 e de outros, em fevereiro. A SAP e a Senappen devem se manifestar favoravelmente à prorrogação da internação.