13/01/2026

13 de janeiro de 2026 08:21

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Prefeita Adriane Lopes, de Campo Grande, fecha 2025 com pior avaliação do país

Um levantamento divulgado pela AtlasIntel na semana passada apresentou um retrato amplo da avaliação popular dos prefeitos das capitais brasileiras, evidenciando diferenças significativas entre administrações bem avaliadas e gestões que enfrentam elevado grau de rejeição. O estudo aponta que, enquanto algumas capitais registram altos índices de aprovação, outras convivem com forte insatisfação da população.

Na liderança do ranking aparece Eduardo Braide (PSD-MA), prefeito de São Luís, com 82% de aprovação. Na sequência estão Dr. Furlan (MDB-AP), à frente de Macapá, com 78%, e Léo Moraes (Podemos-RO), prefeito de Porto Velho, que alcançou 75% de avaliação positiva.

No outro extremo do levantamento, o estudo revela capitais onde a percepção da população é majoritariamente negativa.

Em Belo Horizonte, Álvaro Damião (União-MG) acumula mais de 52% de avaliações classificadas como ruins ou péssimas. Em Manaus, David Almeida (Avante-AM) registra 70% de rejeição. A pior colocação, no entanto, ficou com Adriane Lopes (PP-MS), prefeita de Campo Grande, que atingiu 79% de desaprovação entre os entrevistados.

A pesquisa ouviu mais de 82 mil pessoas em todas as regiões do país, oferecendo um panorama nacional que ajuda a contextualizar o desempenho das administrações municipais. Dentro desse cenário amplo, o caso de Campo Grande se destaca de forma negativa e chama atenção pelo nível de desgaste registrado.

Na capital sul-mato-grossense, o resultado pode ser interpretado como reflexo de um conjunto de dificuldades acumuladas ao longo de 2025. A cidade, que tem cerca de 1 milhão de habitantes, enfrenta problemas recorrentes na malha viária, com ruas e avenidas em más condições tanto na região central quanto nos bairros. A situação tem gerado prejuízos materiais, aumentado o risco de acidentes e alimentado a percepção de que a prefeitura não consegue responder à demanda com a agilidade esperada.

Além disso, a área da saúde tem sido outro foco de insatisfação. É muito comum que moradores relatem falta de medicamentos e insumos básicos na rede pública, inclusive de itens de uso comum, como a dipirona. Esse cenário tem sido associado à condução da administração municipal e reforça o sentimento de desgaste junto à população.

Em dezembro, o quadro se agravou com a maior paralisação do transporte coletivo registrada em mais de três décadas. A greve dos ônibus interrompeu o serviço por quatro dias consecutivos, afetando diretamente a rotina de centenas de milhares de moradores e ampliando o impacto negativo sobre a avaliação da prefeitura, embora a gestão municipal atribua a responsabilidade da crise à concessionária do transporte público.



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