
Pelo que ganha e pelo que acredita ser, Neymar não fez mais do que a obrigação. Ajudar o Santos a não cair para a Série B era o mínimo que se esperava dele.
São dois egos enormes, dois jogadores que acreditam jogar mais do que realmente jogam neste momento. Dois exibicionistas profissionais. A diferença é que um deles tem, em seu passado recente, títulos e artilharias, mas se tornou inofensivo nos últimos dois anos, tanto com a camisa do Flamengo quanto com a do Cruzeiro.
Já Neymar, sem dúvida alguma, foi um jogador muito acima da média, mas que simplesmente não consegue jogar há anos. Sem arranque, sem força muscular, sem conseguir entrar em forma. Reclama de todos o tempo todo, desrespeita a arbitragem em praticamente todos os jogos, e ainda assim o Santos aposta em algum tipo de milagre.
O risco de conflito de egos é iminente. Neymar e Gabriel juntos me lembram muito os piores momentos de Romário e Edmundo no mesmo time.
Primeiro, porque, para mim, Romário e Edmundo, no auge, jogaram muito mais do que esses dois. Mas a guerra por ego, idolatria, visibilidade e atenção da mídia levou a uma desavença pública pesada. Ou alguém já esqueceu Edmundo chamando Romário de “reizinho do Vasco”?
E Romário respondendo que toda corte tem o seu bobo e que, na dele, esse bobo era o Edmundo? E assim foi até o rompimento total.