As primeiras informações foram repassadas ao Palácio do Planalto pela embaixadora do Brasil na Venezuela. Ela está em contato permanente tanto com o Itamaraty como com o time que toca a política internacional de Lula ao lado da sala de despachos do presidente na Praça dos Três Poderes.
Ela relatou que havia, sim, registro de mortos já nas primeiras horas do sábado e que o tamanho dos danos à infraestrutura ainda não havia sido equacionado. Assim como ainda não estava claro o destino de Maduro nem os planos de Trump para a Venezuela.
Aguardou-se, então, a coletiva de imprensa marcada pelo presidente americano para entender melhor o que viria. “A sinceridade com que Trump falou foi chocante. Ele não citou democracia, nada. Falou que governaria o país, não esclareceu até quando, e que também tomaria conta das reservas de petróleo. Tratou a subtração de um Estado como quem comunica a mudança do CEO de uma empresa”, descreveu um ministro do petista.
Já no sábado Lula disse que tentaria contato direto com alguns líderes europeus, como o primeiro-ministro da Espanha e o presidente da França. Queria medir as chances de uma reação em uníssono da União Europeia —que não veio.
Ainda no fim da tarde de ontem, o governo brasileiro tinha mais dúvidas do que certezas sobre o que virá.