Pré-candidato ao Governo do Estado 2026, o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) se esquivou da cobrança dos servidores públicos quanto à existência de um passivo de 19,52% da Recomposição Geral Anual (RGA), acumulada ao longo dos últimos anos. Segundo ele, o Executivo seguirá o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 4,26%. Além disso, argumentou que, na atual gestão, não houve atraso de salários.
Rodinei Crescêncio/Rdnews
Em entrevista nesta terça-feira (13), Pivetta foi questionado pela imprensa sobre o percentual acumulado e como o Governo de Mato Grosso está recebendo essa reclamação. Em resposta, alegou que a gestão tem buscado manter o equilíbrio fiscal, dentro do compromisso que possui com a sociedade, mas não entrou com precisão no tema do RGA.
“Estamos no último ano de mandato. Nós nesse tempo todo procuramos manter e cumprir os compromissos todos do estado, nunca atrasamos folha de pagamento, reajustamos todos os anos de acordo com a lei. Nós temos um compromisso com a sociedade, com o conjunto da sociedade de Mato Grosso como um todo, e as obrigações do Estado de Mato Grosso estão sendo honradas plenamente”, declarou.
A fala de Pivetta ocorreu horas antes do governador Mauro Mendes (União Brasil) oficializar o percentual de 4,26%, sem qualquer “correção” do passivo. Para o republicano, a gestão tem cumprido o seu dever com o servidor público: “O RGA está definido o percentual, alguma coisa próximo de 5%, a reposição da inflação para que o servidor público não tenha perda. Esse é o nosso dever e nós estamos cumprindo com o nosso dever”.
Nas projeções apresentadas pelo Governo do Estado, a RGA de 4,26% vai gerar uma despesa adicional de R$ 1 bilhão, aproximadamente R$ 80 milhões mensais na folha de pagamento. Se aprovado em sessão extraordinária na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), nesta quarta-feira (14), o índice já será incorporado no salário pago no dia 30 de janeiro.