O time mineiro venceu por 2 x 1, com gols de Willian Almeida e Gustavo para a Raposa, e de Isac para o tricolor. Duas ótimas equipes que mereceram chegar à final, porque foram regulares durante todo o torneio.
Sei bem da importância pessoal para cada garoto jogar a Copinha, mas fica muito mais importante quando se consegue vencer. As portas começam a se abrir para o futuro profissional de cada um deles. É um sonho que começa a ficar mais possível, mesmo para quem perdeu a final ou até mesmo para quem só disputou, mas foi eliminado durante a competição.
Em janeiro de 1980, disputei a Copinha com 16 anos pelo Corinthians, e perdemos na semifinal para o Atlético-MG, que acabou sendo vice-campeão, perdendo a final para o Internacional. Mas, mesmo assim, fui considerado a revelação do torneio e fui um dos artilheiros do torneio. E, pouco tempo depois, já estava treinando definitivamente com os profissionais.
A Copa São Paulo dá a visibilidade necessária para os garotos, mesmo que durante o ano tenha o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil da categoria, mas a Copinha é mais tradicional e é também aquela que as pessoas mais acompanham.
O primeiro sonho de garotos da base é jogar a Copa São Paulo, e hoje os cruzeirenses e os tricolores mostraram para o Brasil que estão prontos para serem testados no próprio Cruzeiro ou no São Paulo, ou até mesmo ser emprestados para jogar mais e pegar experiência.
Em 1981, com 17 anos, fui emprestado para a Caldense e fiz um ótimo Campeonato Mineiro, e fez toda a diferença para mim. Voltei ao Corinthians em 1982, mas já havia três times interessados em mim (Cruzeiro, Atlético-MG e o América-RJ, que na época tinha uma equipe forte).
