02/02/2026

2 de fevereiro de 2026 15:14

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Justiça condena quatro pessoas a 111 anos por assassinato de PM

Quatro indivíduos foram sentenciados a um total de 111 anos e 3 meses de prisão pelo Tribunal do Júri da Comarca de Pedra Preta (a 242 km de Cuiabá), nesta terça-feira (27). Os réus foram considerados culpados pela execução do policial militar Djalma Aparecido da Silva, crime ocorrido em janeiro de 2024. As penas individuais variam entre 21 e 33 anos, todas a serem cumpridas em regime inicial fechado.

Paulo Ricardo da Silva Ferreira recebeu a maior pena, totalizando 33 anos, 7 meses e 20 dias. Luan da Silva Santos foi condenado a 24 anos, 6 meses e 15 dias, enquanto João Victor Procópio dos Santos pegou 21 anos. Yan Michael Anchieta da Costa foi sentenciado a 32 anos, 10 meses e 25 dias de reclusão.

A acusação foi conduzida pelos promotores de Justiça Nathália Moreno Pereira e Fabison Miranda Cardoso, ambos do Grupo de Atuação Especial no Tribunal do Júri (GAEJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O Conselho de Sentença acatou integralmente as qualificadoras apresentadas pelo MPMT, reconhecendo que o homicídio foi praticado por motivo torpe, com perigo comum, dificultando a defesa da vítima, contra um agente de segurança pública em razão da função e com o uso de arma de fogo de uso restrito.

“Este foi um crime motivado por torpeza extrema, praticado como represália contra um agente público que combatia o crime e exercia sua função com firmeza. O homicídio foi um ato de retaliação da facção criminosa e uma tentativa de intimidar o Estado. O Júri reconheceu isso e repudiou com veemência essa prática”, afirmou a promotora de Justiça Nathália Moreno Pereira.

Além da condenação por homicídio qualificado, o Júri também reconheceu a prática do crime de organização criminosa armada, aplicando a causa de aumento de pena pelo uso de armamento pela facção à qual os condenados pertenciam. “A condenação desses quatro réus demonstra que o Estado não recua diante da criminalidade organizada. O Tribunal do Júri reafirmou que não há espaço para intimidação, violência e afronta ao trabalho das forças de segurança”, destacou o promotor de Justiça Fabison Miranda Cardoso.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, os condenados, integrantes de uma facção criminosa, monitoravam a rotina do policial Djalma Aparecido da Silva desde novembro de 2023. O crime foi planejado como retaliação pela morte de um membro da facção conhecido como “Baby Sauro”, que havia sido morto em confronto com o próprio policial.

No dia 22 de janeiro de 2024, por volta das 17h38, Djalma Aparecido da Silva foi surpreendido pelos criminosos em frente ao Centro de Eventos Alexandrina, em Pedra Preta. Os atiradores efetuaram diversos disparos de arma de fogo de calibre restrito, resultando na morte imediata do policial militar.

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