02/02/2026

2 de fevereiro de 2026 11:11

Rússia faz novo convite a Zelensky para ir a Moscou negociar o fim da guerra | Mundo

O Kremlin afirmou nesta quinta-feira que a Rússia reiterou seu convite para que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, vá a Moscou para negociações de paz, em meio aos esforços liderados pelos EUA para chegar a um acordo que ponha fim à guerra de quase quatro anos na Ucrânia.

O Kremlin divulgou a declaração enquanto os dois países anunciavam sua mais recente lista de número de mortos em combate, e horas depois de se recusar a comentar rumores de que Moscou e Kiev teriam concordado em cessar os ataques à infraestrutura energética um do outro.

As negociações de paz mediadas por Washington em Abu Dhabi no último fim de semana deram novo impulso aos esforços para fechar um acordo de paz, mas persistem profundas divergências entre as posições de negociação da Rússia e da Ucrânia. Os intensos combates continuam, enquanto Kiev enfrenta apagões debilitantes causados ​​por recentes ataques com mísseis.

Um funcionário americano não identificado disse ao Axios no sábado que Zelensky e o presidente russo Vladimir Putin estavam “muito perto” de marcar uma reunião após as negociações mediadas pelos EUA.

Uma nova rodada de negociações em Abu Dhabi entre delegações russas e ucranianas está agendada para domingo, e o presidente dos EUA, Donald Trump – que está pressionando por um acordo para encerrar o maior conflito na Europa desde a Segunda Guerra Mundial – disse na terça-feira que “coisas muito boas” estavam acontecendo no processo.

No entanto, ainda existem grandes divergências, incluindo sobre quem fica com qual território em qualquer acordo, a possível presença de forças de paz ou observadores internacionais na Ucrânia no pós-guerra e o destino da usina nuclear de Zaporizhzhia, controlada pela Rússia.

Mais cedo, o assessor do Kremlin, Yuri Ushakov, disse que a questão territorial não é a única pendência para a paz. Entretanto, ele não citou outras questões fundamentais que ainda precisam ser resolvidas.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, citado pela agência de notícias Interfax, disse na quinta-feira que Moscou ainda não havia recebido uma resposta ao convite feito a Zelensky para visitar a cidade.

Zelensky rejeitou um convite semelhante no ano passado, dizendo que não podia ir à capital de uma nação que disparava mísseis contra o seu país todos os dias. Na altura, sugeriu que Putin fosse a Kiev.

Qualquer encontro entre Putin e Zelensky precisaria ser bem preparado e orientado para resultados, disse Yuri Ushakov, assessor de política externa do Kremlin, nesta quarta-feira. Ele afirmou que a segurança de Zelensky estaria garantida caso ele fosse a Moscou.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, descreveu na quarta-feira a divergência entre os dois lados sobre a divisão do território como a principal questão, considerada “muito difícil” de resolver.

A Rússia quer que as forças ucranianas se retirem dos cerca de 20% da região de Donetsk que não estão sob controle do exército russo.

Kiev afirmou que não deseja ceder a Moscou território que a Rússia não conquistou no campo de batalha e que poderia servir como plataforma futura para que as forças russas avancem ainda mais na Ucrânia.

Ushakov, assessor do Kremlin, disse na quinta-feira que não considerava a questão da terra como a única questão fundamental ainda pendente.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, expressou dúvidas sobre a viabilidade de quaisquer garantias de segurança que Washington possa fornecer à Ucrânia como parte de um acordo, afirmando duvidar que elas possam instaurar uma paz duradoura se forem concebidas para manter a atual liderança política da Ucrânia no poder.

Entretanto, Ramzan Kadyrov, líder da Chechênia, no sul da Rússia, apoiado pelo Kremlin, pediu mais guerra em vez de paz, em comentários que refletem a crença de que Moscou está vencendo no campo de batalha.

“Acredito que a guerra deve ser levada até o fim”, disse Kadyrov a repórteres no Kremlin. “Sou contra negociações.”

Uma nova rodada de negociações em Abu Dhabi entre delegações russas e ucranianas está agendada para domingo — Foto: AP Photo/Omar Havana

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