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2 de fevereiro de 2026 17:03

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Planta quebra-pedra vira remédio industrializado no Brasil; saiba quando chega ao SUS

O Brasil dá um passo histórico na união entre o conhecimento tradicional e a ciência de ponta com o desenvolvimento do primeiro fitoterápico industrializado por um laboratório público.

Planta quebra-pedra (Foto: Reprodução)

A partir da planta conhecida como quebra-pedra (Phyllanthus niruri), o país transformará saberes centenários de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares em um medicamento para o tratamento de distúrbios urinários, com previsão de conclusão dos primeiros lotes até o começo do próximo semestre.

Diferente do que existe atualmente no mercado, o novo fármaco promete atuar em múltiplas etapas da da formação de cálculos, preenchendo uma lacuna terapêutica importante.

O projeto, liderado pelo Farmanguinhos/Fiocruz (Instituto de Tecnologia em Fármacos) em parceria com o PNUD e o MMA (Ministério do Meio Ambiente), conta com um investimento de R$ 2,4 milhões. 

Esse recurso é destinado não apenas à alta tecnologia laboratorial e adequação de maquinário, mas também ao fortalecimento de toda a cadeia produtiva, garantindo que a matéria-prima seja cultivada de forma sustentável e ética.

Ícone do SUS. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
Ícone do SUS. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

O pioneirismo da iniciativa reside no respeito absoluto à legislação de acesso ao patrimônio genético. Ao tratar o saber tradicional como uma tecnologia que merece consentimento prévio e repartição de benefícios, o governo brasileiro sinaliza um novo modelo de bioeconomia.

Segundo a secretaria nacional de Bioeconomia do MMA, a inovação ganha propósito ao unir ciência e território, permitindo que a riqueza da biodiversidade brasileira gere saúde pública e retorno financeiro para as comunidades que preservaram esse conhecimento por gerações.

Após a produção dos lotes-piloto e a realização de estudos de estabilidade, o medicamento será submetido à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A estimativa é que, em até dois anos, o fitoterápico esteja disponível para a população através do SUS (Sistema Único de Saúde). 

Para a Fiocruz e o PNUD, o impacto vai além da medicina: o projeto abre precedentes para que a indústria farmacêutica nacional reduza a dependência de insumos importados e valorize a flora brasileira como motor de desenvolvimento científico e social.

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