15/05/2026

15 de maio de 2026 19:25

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Pinguins são mortos por espécie que estava ameaçada de extinção local

Biólogos da Argentina enfrentam um dilema ético: o puma, uma espécie que estava ameaçada, está caçando e colocando em risco a população de pinguins na Patagônia.

Com o fim da pecuária no sul da Argentina a partir dos anos 90, os felinos, conhecidos no Brasil como onça-parda, voltaram a povoar a região, seu habitat histórico. Ao retornarem, os pumas entraram em contato com os pinguins-de-magalhães.

As aves haviam ocupado o espaço justamente pela ausência de predadores e, agora, tornaram-se alvos fáceis para os carnívoros.

Pinguins na Patagônia • Joel Reyero

Um estudo publicado pela Universidade de Oxford, nesta quinta-feira (5), revela o dilema causado pela ação humana.

É estimado que, ao longo de quatro anos, os pumas tenham matado mais de 7 mil pinguins em um parque nacional da Patagônia. Esse número representa cerca de 7,6% da população total de 93 mil indivíduos.

Pinguins não precisam de gelo ao serem resgatados na praia

 

Uma das maiores preocupações é o comportamento de “excesso de matança”. Pela análise, os pumas estão matando mais do que o necessário para o consumo, como se, devido à abundância de presas, o instinto de caça fosse ativado mesmo sem a necessidade de alimentação imediata.

Câmera flagra ataque da puma • Esteban Frere
Câmera flagra ataque da puma • Esteban Frere

“O número de carcaças com sinais de predação que encontramos na colônia é impressionante. O fato de terem sido deixadas intactas significa que os pumas mataram mais pinguins do que o necessário. Isso condiz com o que os ecologistas descrevem como ‘excesso de matança’”, afirma Melisa Lera, pesquisadora principal do estudo e pós-graduanda na WildCRU, da Universidade de Oxford.

Puma e um pinguim morto • Joel Reyero
Puma e um pinguim morto • Joel Reyero

A extinção dos pinguins é prevista apenas em cenários hipotéticos. Os cientistas acreditam que, a longo prazo, é improvável que a predação excessiva sozinha ameace a sobrevivência da espécie, mas o sinal de alerta foi ligado devido à baixa taxa de reprodução e à redução das aves mais jovens.

Os pesquisadores afirmam que as autoridades locais precisam fazer o monitoramento contínuo na região.

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