Isso acontece no bar da esquina, mas também em grandes restaurantes, e é muito mais comum do que se pode imaginar. Só neste ano, até agora, não dezenas de casos.
Em abril deste ano, uma mulher precisou ser internada com um quadro grave de gastroenterite após almoçar num restaurante de alto padrão em Belo Horizonte. Segundo os laudos médicos, ela foi infectada pela bactéria Clostridium difficile, provavelmente causada pela ingestão de carne imprópria para consumo.
O caso não é isolado. Em setembro, em Mogi das Cruzes (SP), o número de pessoas intoxicadas num restaurante interditado chegou a 30 — todas com sintomas semelhantes: diarreia, náusea, vômito e gastroenterite infecciosa.
Mas o problema não se restringe a estabelecimentos populares. A alta gastronomia também tropeça. O lendário The Fat Duck, de Heston Blumenthal, já foi temporariamente fechado por suspeitas de intoxicação.
O mesmo aconteceu em 2013 no Noma, em Copenhague, quando 63 dos 78 clientes que passaram por lá numa semana apresentaram sintomas de intoxicação alimentar.
De quem é a responsabilidade
Nem os templos da gastronomia escapam. E é nesse ponto que vale se perguntar: afinal, de quem é a responsabilidade quando o prazer à mesa se transforma em risco à saúde?
