30/04/2026

30 de abril de 2026 00:36

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a IA está substituindo o que há de mais humano

No ambiente de trabalho, veja só, a IA tem cada vez mais poder de decisão numa área que, num passado jurássico, era chamada de “recursos humanos”: triagem de currículos, convites de entrevista, conversas iniciais. Quase metade das empresas nos EUA já automatiza etapas do recrutamento, e a adoção de GenAI em RH saltou de 19% para 61% em apenas dois anos.

Tem mais. Redações de feedbacks e avaliações, avaliações, comunicação de demissões e tomadas de decisões sobre promoções, reajustes e cortes? Na mão da IA. Mas esses não seriam terrenos que deveriam abrir debates legais, éticos e morais?

Os candidatos também não perdem tempo: a IA aparece como uma prática recorrente para quem busca empregos. Dados de diferentes amostras no Reino Unido apontam que algo entre 45% e 50% das pessoas usa IA para escrever currículos, cartas e respostas durante processos de recrutamento. O efeito colateral? Textos padronizados, absolutamente genéricos, e o aumento assustador do volume de aplicações, o que empurra empresas a automatizar ainda mais a triagem, uma bola de neve que amplifica a necessidade de recursos absolutamente nada humanos.

Quem mais perde espaço são os que ainda não conseguiram construir repertório: os jovens. Em áreas expostas à automação de linguagem, como contabilidade, programação e atendimento, as vagas de entrada encolheram em torno de 13% em três anos, enquanto níveis mais experientes se mantiveram. O risco não é só desemprego juvenil; é um colapso de aprendizagem. É o risco de perder o treino humano do início de carreira: observar, errar pequeno, ajustar, insistir. Aquele básico: ninguém chega sabendo. Como essa turma vai ser preparada para já chegar nas empresas em cargos mais altos, se é que isso é possível.

Não é caso de nostalgia nem de pânico, e sim de sabermos exatamente onde estamos pisando e fazermos escolhas conscientes. A IA inegavelmente reduz etapas, economiza tempo. Mas também achata nuances humanas, tira nossa identidade e, mais grave de tudo, faz derreter o cérebro de heavy users. Por isso, o limite talvez não esteja no que a tecnologia consegue fazer, e sim no que decidimos delegar para que ela faça.

(colaborou: Bruna Borelli)

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