O Inter respirou fundo. A última rodada não era apenas um jogo, era a memória de 2021 ardendo no peito. Era o peso de uma camisa que nunca aceita ficar pequena, era a angústia de um ano turbulento que parecia não acabar. Mas, quando o Colorado mais precisou, lá estava ele: Abel Braga. Outra vez. Como sempre.
Abel não chegou para salvar o time com táticas mirabolantes. Ele chegou com algo que ainda em falta no futebol moderno: pertencimento. Lembrou que o Colorado não é só um clube : é porto, é casa, é história viva.
E quando a bola rolou, não foi apenas o time que se manteve na Série A. Foi o Inter que reencontrou a si mesmo. Não o Inter de temporadas recentes, feito de promessas e tropeços; mas o Inter que se reconhece nos seus ídolos. Que se sustenta na voz rouca da arquibancada. Que se reergue quando parece impossível.
