13/05/2026

13 de maio de 2026 21:03

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Agroflorestas são solução sustentável ao tarifaço sobre a carne bovina

A criação de gado de corte tem uma enorme pegada ecológica. Ela, na média mundial, fornece 37% das proteínas e 18% das calorias que necessitamos. Porém utiliza 83% das terras agriculturáveis do planeta e gera cerca de 60% dos GEE (gases de efeito estufa) do setor agropecuário. Sem o consumo de carne bovina e laticínios, a ocupação das terras usadas para a produção de alimentos poderia ser reduzida em até 75% e ainda suprir a população mundial.

Até cerca de um século atrás, antes da popularização dos refrigeradores e freezers para conservar os alimentos, o consumo de carne era bem menor pois ela estragava em poucos dias. O consumo diário de carne vem sendo associado ao crescimento de problemas como pressão alta, doenças cardíacas e pulmonares, prisão de ventre e câncer retal e estomacal, principalmente das carnes altamente processadas.

Como a produção existe em função de haver demanda, para frear essas tendências é importante nos tornarmos veganos ou vegetarianos, ou pelo menos “flexitarianos”. Consumindo carne bovina com moderação: de uma a duas vezes por semana.

A carne tem uma proporção muito elevada de ômega 6 em relação ao ômega 3, o que aumenta nossa predisposição às inflamações. Já nos frutos do mar, por exemplo, que inclusive têm uma pegada ecológica bem menor, há um equilibro muito mais saudável entre ômega 6 e ômega 3.

Enquanto as dietas ocidentais carnívoras-padrão produzem em média cerca de 7,2 kg de GEE per capita diariamente, principalmente metano e gás carbônico, as vegetarianas geram 3,8 kg/dia, enquanto as veganas emitem 2,9 kg/dia. Reduções de 43% e 60% em relação à pegada ecológica da alimentação carnívora.

A produção de carne bovina é a principal causa da desflorestação tropical. Moderar o seu consumo e, principalmente, reduzir a exportação de carne, além dos benefícios à saúde, preserva o meio ambiente e reduz significativamente as emissões de GEE. Um estudo conjunto das Universidades de Stanford e Berkeley em 2022 demonstrou que, eliminando as emissões ligadas à pecuária de corte ao longo de 15 anos, pode-se compensar em até 68% as emissões mundiais globais de GEE até 2050.

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