“Foi a ação de um senhor de 70 anos, desequilibrado emocionalmente pela perseguição implacável”, afirma o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ). É a explicação que ele dá para a tentativa de Jair Bolsonaro de romper a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda.
Sóstenes está a caminho de Brasília, onde se reunirá com outros aliados do ex-presidente. Juntos, pretendem traçar a reação à prisão preventiva de Bolsonaro. Ele contou à coluna que ainda não falou com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), nem com o relator do PL da Dosimetria — que propõe redução de pena para os condenados do 8 de janeiro — Paulinho da Força (Solidariedade-SP). Mas adianta que, para a oposição, só interessa a anistia ampla e irrestrita: “nada mais”. “Coloca pra votar. Garanto que será aprovada com mais de 290 votos”, provoca.
A versão dos bolsonaristas foi mudando ao longo do dia. Pela manhã, houve uma enxurrada de críticas à decisão de Alexandre de Moraes — que citou a vigília convocada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em frente ao condomínio de Bolsonaro e a fuga de outros condenados, como os deputados Carla Zambelli (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ). Aliados citaram a garantia de liberdade de expressão e culto religioso, além do argumento de que não se pode punir ninguém pelos atos de terceiros.
