13/01/2026

13 de janeiro de 2026 06:16

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Aliados de Bolsonaro criticam Moraes após anulação de sindicância do CFM

Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se manifestaram nesta quarta-feira (7) contra a decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, que anulou a abertura de uma sindicância do CFM (Conselho Federal de Medicina) e determinou que a PF (Polícia Federal) colha o depoimento do presidente da entidade.

A controvérsia começou após a divulgação de uma nota do CFM que questionava a assistência médica prestada a Bolsonaro depois da queda sofrida na Superintendência da Polícia Federal. Diante disso, o Conselho determinou, no início da tarde, que o CRM-DF (Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal) instaurasse uma sindicância para apurar se houve garantia de atendimento médico adequado ao paciente.

Horas depois, no entanto, Moraes anulou a instauração da sindicância, classificando a iniciativa como ilegal e afirmando que o CFM não tem competência para fiscalização nesse caso específico. Na decisão, o ministro também determinou que a PF ouça o presidente do CFM, o médico José Hiran da Silva Gallo, no prazo de até dez dias.

Parlamentares aliados de Bolsonaro classificaram a decisão como perseguição política.

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que o ministro age de forma “negacionista” e criticou a demora na transferência do pai para um hospital, dizendo que a situação poderia ter se agravado.

Para ele, a nota do CFM evidenciava a necessidade de atendimento imediato após a queda do ex-presidente. Flávio também manifestou solidariedade ao presidente do Conselho.

“É INACEITÁVEL que Bolsonaro tenha sido levado a um hospital apenas 24 horas após o acidente! Graças a Deus não foi algo grave, mas e se fosse?”, escreveu o senador no X (antigo Twitter). “Bolsonaro poderia ter sido encontrado morto pela manhã!!! É essa a torcida de Moraes contra Bolsonaro???”, completou.

O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) chamou Moraes de “ditador” e afirmou que o ministro atua com “abuso de poder”. Ele também questionou as atribuições do magistrado, dizendo que Moraes estaria acumulando os papéis de investigador, acusador, julgador e agora médico.

“Tudo isso após o CFM se manifestar em prol da saúde de um paciente brasileiro. Um idoso, condenado injustamente e alvo de tortura escancarada. Isso não é justiça, é vingança, é ditadura!”, escreveu Gayer no X.


Já o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou Moraes como um “grande risco à democracia” e afirmou que apenas o Senado Federal poderia contê-lo, “mas nada faz”. Na mesma linha, o deputado e líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), ironizou a decisão ao questionar se o ministro “é médico”.

 

O senador Rogério Marinho (PL) disse que a decisão do ministro “escancara um padrão de perseguição que já não pode ser ignorado”.

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