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29 de novembro de 2025 11:03

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Amazônia Legal registra 13,3 mil casos de estupro em 2024

A violência sexual contra meninas e mulheres voltou a crescer na Amazônia Legal em 2024 e atingiu níveis muito superiores aos observados no restante do país. Dados do relatório Cartografias da Violência na Amazônia, produzido pelo Instituto Mãe Crioula em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), apontam que a região registrou 13.312 casos de estupro e estupro de vulnerável, o que representa uma taxa de 94 casos por 100 mil mulheres, 36,8% acima da média nacional.

Segundo o levantamento, 77% das ocorrências envolvem vítimas vulneráveis, como meninas menores de 14 anos ou mulheres impossibilitadas de consentir por deficiência, enfermidade ou qualquer outra condição.

Amazônia Legal registra 13,3 mil casos de estupro em 2024 – Foto: Reprodução

Enquanto o Brasil registrou uma leve queda nos casos de violência sexual entre 2023 e 2024, com redução de 0,3%, a Amazônia Legal seguiu o caminho oposto: houve alta de 4,3% nas notificações. O aumento foi puxado principalmente pelos crimes de estupro de vulnerável, que cresceram 3,8% no período.

Estados concentram índices extremos

Seis dos nove estados da região apresentaram taxas muito superiores à média brasileira de 68,7 casos por 100 mil mulheres. Entre os piores índices estão:

  • Roraima – 240,3
  • Acre – 196,0
  • Amapá – 178,2
  • Rondônia – 172,0
  • Tocantins – 119,2
  • Pará – 111,6

Em Roraima, a taxa é 249,8% maior que a média nacional. No Acre, a diferença chega a 185,3%.

O caso de Mato Grosso chama atenção pela discrepância: embora tenha apresentado uma das menores taxas (25,4 por 100 mil), o relatório aponta que o estado registrou menos estupros de vulnerável do que estupros, o que é incompatível com o cenário nacional e revela mais um problema de registro e notificação do que uma incidência baixa do fenômeno no estado.

Em 2024, foram registrados em Mato Grosso:

  • 361 casos de estupro (taxa de 19,0 por 100 mil mulheres)
  • 122 casos de estupro de vulnerável (taxa de 6,4)

Nos demais estados da região, o padrão é o oposto (o número de vulneráveis é muito maior). Por isso, os pesquisadores concluem que os dados de Mato Grosso refletem falhas de registro e notificação, e não uma incidência realmente baixa.

Vulnerabilidade amplificada por fronteiras, garimpo e presença de facções

O relatório ressalta que a violência sexual na Amazônia se agrava em contextos de isolamento, baixa presença do Estado, economias ilegais e territórios de fronteira. Em áreas de garimpo, por exemplo, mulheres e meninas enfrentam risco elevado de exploração e violência sexual, frequentemente associados ao avanço de facções criminosas e à degradação ambiental.

Casos recentes de mulheres e meninas estupradas e assassinadas em regiões de mineração ilegal, como o de uma jovem de 26 anos encontrada morta em Itaituba (PA) e o de uma menina yanomami de 12 anos, ilustram a gravidade da situação. cartografias-violencia-amazonia…

Território complexo, respostas difíceis

Especialistas responsáveis pelo estudo afirmam que a Amazônia reúne múltiplas realidades — urbana, rural, ribeirinha, indígena e de fronteira — e que as políticas públicas precisam considerar as particularidades de cada uma para serem efetivas. A combinação entre distâncias longas, ausência estatal e atuação criminosa transforma o corpo das mulheres em alvo de controle e disciplinamento.

O relatório indica que o enfrentamento à violência sexual na Amazônia depende de articulação entre políticas de segurança, proteção social, fortalecimento institucional e ações específicas para áreas mais isoladas — especialmente territórios indígenas, zonas de garimpo e regiões de fronteira.

  1. Relatório identifica 17 facções em atuação na Amazônia Legal em 2025

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