Lados opostos
O ex-governador Arruda é um nome forte no DF. Está inelegível desde 2014, mas uma mudança na Lei da Ficha Limpa em 2025 pode fazer com que ele fique apto a concorrer novamente. Nas suas contas, o prazo de inelegibilidade com a mudança vai terminar em julho de 2026.
Se Arruda entrar na corrida, o favoritismo de Celina Leão fica ameaçado: levantamento da Paraná Pesquisas divulgado no fim de outubro mostrou que eles estão tecnicamente empatados (29,8% para ele e 32,2% para ela).
Michelle é apontada há meses por aliados como o nome do PL para o Senado no DF. Por isso, causou incômodo em uma ala do partido o apoio público à candidatura de Bia Kicis: há apenas duas vagas e ao menos dois outros políticos para acomodar, Ibaneis e Izalci.
O acordo entre os caciques da direita no DF era formar uma coalizão em torno de Celina com dois nomes ao Senado, sendo um o de Michelle. E o grupo concorreria contra o nome da esquerda: Leandro Grass (PT) e Ricardo Cappelli (PSB) pontuaram bem menos na Paraná Pesquisas, 11,8% e 6,4%, respectivamente.
A entrada de Arruda abriu uma nova perspectiva de palanque para competir com a atual vice-governadora e aglutinar os dissidentes. O próprio senador Izalci estava no evento de filiação do ex-governador ao PSD.