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15 de abril de 2026 06:02

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As coisas vão e voltam com nomes diferentes no futebol – 24/01/2026 – Tostão

No início oficial do futebol, há quase 150 anos, na Inglaterra, os treinadores perceberam que era necessário colocar ordem na brincadeira, escolher estratégias e posições em campo. Jogava-se no 2-3-5, com dois zagueiros, três médios e cinco atacantes.

O centromédio, chamado de “center-half”, era o organizador, pensador, que iniciava as jogadas ofensivas com ótimos passes. Hoje, os meio-campistas centrais, herdeiros dos centromédios, brilham intensamente, como Vitinha, do PSG e da seleção portuguesa, e Zubimendi, do Arsenal e da seleção espanhola. As coisas vão e voltam com nomes diferentes.

Infelizmente, durante décadas, o futebol brasileiro fez o contrário. Dividiu o meio-campo entre os volantes apenas marcadores e os meias ofensivos. Desapareceram os meio-campistas, maestros das equipes. Isso tem mudado, lentamente.

O WM, 3-2-2-3, surgiu na Europa, na década de 20, com o inglês Herbert Chapman e foi trazido para o Brasil pelo húngaro Dori Kruschner, contratado pelo Flamengo em 1937. A chegada deste e de outros técnicos estrangeiros foi importante para o desenvolvimento do futebol brasileiro, algo parecido com o que ocorreu recentemente no país após o 7 a 1.

Do WM apareceu o 4-2-4, tática usada pelos ingleses na conquista da Copa de 1966. As equipes jogavam com quatro defensores, dois no meio-campo e quatro no ataque. Na prancheta, é o desenho tático em uso pela atual seleção brasileira.

Nas Copas de 1958, 1962 e 1970, o Brasil inovou com o recuo de um ponta para formar o 4-3-3, com três no meio-campo. Daí surgiu o 4-3-3 com dois pontas abertos, utilizado hoje por vários times e seleções em todo o mundo.

Durante décadas, surgiu um grande número de variações táticas com as presenças de três zagueiros, dois alas, dois volantes, duplas de atacantes pelo centro e tantas outras. Paulo Vinicius Coelho (PVC) e outros jornalistas esportivos detalharam em livros todas as estratégias e desenhos táticos.

Em 1974, Rinus Michels, treinador da Holanda, encantou o mundo com a marcação por pressão em todo o campo. Por vários motivos, outros treinadores não seguiram essa inovação, até que no início deste século Pep Guardiola o utilizou com grande sucesso no Barcelona. Hoje, quase todos os times e seleções do mundo utilizam a marcação por pressão desde a saída de bola do goleiro.

Além dessa inovação, têm ocorrido grandes mudanças na maneira de jogar, como a compactação, o ataque e a defesa em bloco, a alta intensidade, a alternância da troca curta de passes desde o goleiro com as transições rápidas da defesa para o ataque e outros detalhes. O futebol melhorou.

Não há uma única maneira ideal de jogar. Os grandes técnicos são os que sabem alternar os esquemas táticos e estratégias de acordo com o adversário e com a qualidade e as características dos jogadores. Carlo Ancelotti já declarou que não tem filosofia, que seu time vai jogar conforme o momento.

Para se formar uma grande equipe é preciso unir talento individual, coletivo, disciplina, tática e ótimas condições físicas e emocionais. O que seria do conjunto sem o craque e vice-versa, do gol sem o passe, da inspiração sem a transpiração, da técnica sem a emoção, da realidade sem o sonho?


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