13/01/2026

13 de janeiro de 2026 07:37

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Assessor de Trump à CNN: “Groenlândia deve fazer parte dos EUA”

O chefe de gabinete adjunto da Casa Branca, Stephen Miller, afirmou que a posição formal do governo do presidente Donald Trump é que “a Groenlândia deve fazer parte dos Estados Unidos”, mas rejeitou a ideia de que o uso da força militar seria necessário para adquiri-la.

“Ninguém vai lutar militarmente contra os Estados Unidos pelo futuro da Groenlândia”, disse Miller no programa “The Lead with Jake Tapper”, da CNN.

Questionado pelo apresentador se a intervenção militar estava descartada, Miller, em vez disso, questionou a reivindicação da Dinamarca sobre o território ártico.

“Qual é a base da reivindicação territorial deles? Qual é a justificativa para considerarem a Groenlândia uma colônia da Dinamarca? Os Estados Unidos são a potência da Otan. Para que os Estados Unidos garantam a segurança da região ártica, para proteger e defender a Otan e seus interesses, obviamente, a Groenlândia deveria fazer parte dos Estados Unidos, e essa é uma conversa que teremos como país.”

A esposa de Miller, Katie Miller, reacendeu a discussão sobre o desejo de Trump de anexar a Groenlândia no sábado (3), publicando uma imagem do território em um mapa com a bandeira dos Estados Unidos sobreposta. Ela escreveu: “EM BREVE”.

As ações de Trump na Venezuela também levantaram questões sobre quais outros países poderiam ser alvos.

Após a operação de captura do ditador Nicolás Maduro, em Caracas, no sábado (3), o presidente americano voltou a dizer que acredita que a aquisição da Groenlândia é necessária para a defesa dos Estados Unidos.

“Precisamos da Groenlândia, com certeza. Precisamos dela para a defesa”, disse ele em entrevista à revista The Atlantic neste domingo (4).

Em resposta, os líderes da Dinamarca e da Groenlândia pediram que Trump pare de ameaçar anexar a Groenlândia.

“Não faz absolutamente nenhum sentido falar sobre a necessidade de os EUA anexarem a Groenlândia. Os EUA não têm o direito de anexar nenhum dos três países do Reino da Dinamarca”, afirmou a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, em um comunicado.

Por sua vez, o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, destacou: “Quando o presidente dos Estados Unidos diz que ‘precisamos da Groenlândia’ e nos associa à Venezuela e à intervenção militar, isso não é apenas errado. É desrespeitoso”.

Importância estratégica da Groenlândia

Trump defende que a Groenlândia, um território dinamarquês autônomo, se torne parte dos Estados Unidos.

A posição estratégica da ilha ártica entre a Europa e a América do Norte a torna um local fundamental para o sistema de defesa antimíssil balístico dos EUA, enquanto sua riqueza mineral também atrai interesse, já que os EUA esperam reduzir sua dependência das exportações chinesas.

A Groenlândia, antiga colônia dinamarquesa, tem o direito de declarar independência segundo um acordo de 2009, mas depende fortemente de subsídios dinamarqueses.

A Dinamarca tem procurado melhorar as relações tensas com a Groenlândia ao longo do último ano, ao mesmo tempo que tenta amenizar as tensões com o governo Trump, investindo na defesa do Ártico.

*com informações da Reuters

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