O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (PSB), considera que o atraso na conclusão das obras de implementação do BRT, ligando Cuiabá a Várzea Grande e erro nas obras do trecho da MT-251, nas proximidades do Portão do Inferno, em Chapada dos Guimarães (a 64 km da Capital), devem causar desgaste à imagem do governador Mauro Mendes (União Brasil) dentro da Baixada Cuiabana.
Em conversa com a imprensa nesta quarta-feira (2), Max destacou que qualquer autoridade que está em posto de comando é passível de sofrer desgaste, principalmente quando obras de grande importância não são destravadas: “Lógico que desgasta [atraso obras do BRT], a obra de Chapada desgasta”.
Rodrigo Prates/Assessoria
“Qualquer obra que não avance, que não destrave, que atrapalhe, desgasta quem está no comando. E com certeza a obra de Chapada desgasta, sim, o governador. O BRT desgasta. São obras que precisam avançar e ele precisa concluir nesse espaço de tempo que ele tem enquanto governador. Eu acho que ele vai conseguir executar as duas obras”, comentou ele.
Mauro foi um ferrenho defensor da troca do modal VLT – programado para a Copa do Mundo de 2014, mas que nunca teve as obras concluída – para o BRT, apontado como um modelo “mais simples e de fácil implantação’. Contudo, o consórcio responsável pelas obras não possuía capacidade de acompanhar o cronograma de execução, sendo necessário o rompimento de contrato e firmamento de novas licitações em lotes para que o modal seja implementado. As obras estão sendo executadas neste momento na Avenida Historiador Rubens de Mendonça – uma das principais da Capital.
Referente às obras do Portão do Inferno, Mauro precisou assumir as falhas no projeto que previa o corte do morro, depois de ter “bancado” as obras mesmo sob resistência. Agora, passados meses com a população de Chapada dos Guimarães sendo prejudicada, o Estado decidiu marchar rumo a construção de um túnel na rodovia. Segundo o Paiaguás, a decisão foi tomada após estudos mais aprofundados.
Dentro da Baixada, onde está concentrada boa parte dos votos válidos, existe o temor de que a imagem do governador sofra desgastes até as eleições de 2026, frente às obras de grande escala, que impactam diretamente o trânsito e a vida dos mato-grossenses. Ainda que distante do pleito, Mauro tem sido cotado para disputar uma das duas vagas ao Senado Federal por Mato Grosso no próximo ano.
