28/02/2026

28 de fevereiro de 2026 11:18

Aumento de defensivos agrícolas reduz o lucro de produtores rurais no Brasil

Reprodução

Um estudo revelou que o aumento no uso de defensivos e fertilizantes nas lavouras tem comprometido diretamente a rentabilidade dos produtores rurais. A pesquisa foi divulgada nesta terça-feira (10), pelo Instituto Escolhas.

De acordo com a pesquisa, o atual modelo de produção adotado no país — intensivo em insumos químicos e expansão de área plantada — está se tornando insustentável e cada vez menos eficiente.

Entre 1993 e 2023, o uso de agrotóxicos na produção de soja no Brasil aumentou de 16 mil para 349 mil toneladas — um aumento de 2.019%. No mesmo período, o uso de fertilizantes (fósforo e potássio) saltou de 728 mil para 6 milhões toneladas em 2022, crescimento de 734%.

Apesar disso, a produtividade da soja não acompanhou esse ritmo. Com 1 kg de agrotóxico, os produtores conseguiam produzir 23 sacas de soja em 1993; hoje, a mesma quantidade gera apenas 7 sacas. Já com 1 tonelada de fertilizantes, a produção caiu de 517 sacas para 333.

“É um modelo que exige cada vez mais para produzir cada vez menos”, afirma Jaqueline Ferreira, diretora de Pesquisa do Instituto Escolhas. “Isso impacta diretamente a renda do produtor, que precisa gastar mais para manter a produtividade e ainda lida com a alta nos preços dos insumos.”

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Segundo o estudo, só em 2023, o custo estimado total com insumos para a produção de soja no Brasil foi de R$ 155 bilhões — o equivalente a 44% do valor bruto da produção (VBPA) do grão. Em 2013, essa proporção era de 30%.

O estudo aponta que o aumento da produção de soja no Brasil — que deve atingir um recorde de 168 milhões de toneladas na safra 2024/2025 — se deve muito mais à expansão da área plantada do que ao ganho de produtividade. Entre 1993 e 2023, a área cultivada com soja aumentou 317%, passando de 11 milhões para 44 milhões de hectares. No mesmo período, a produtividade cresceu apenas 61%.

“Esse modelo baseado na ampliação de terras e uso intensivo de insumos é caro, ambientalmente problemático e traz pouco retorno adicional ao produtor”, conclui Jaqueline Ferreira.

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