O acordo entre União Europeia e Mercosul deve ser assinado no sábado (17), em cerimônia em Assunção, no Paraguai, após mais de 25 anos de negociações.
O tratado prevê redução gradual de tarifas em produtos exportados e importados entre os países dos dois blocos. Com isso, a expectativa do consumidor brasileiro é que itens como chocolates, queijos e azeites europeus cheguem mais baratos nas gôndolas dos supermercados.
Entretanto, pelo menos no que se refere ao azeite, não é o que deve acontecer. Isso porque o presidente do Instituto Brasileiro de Olivicultura, Flávio Obino Filho, ressalta que desde março de 2025 o produto já importado da Europa com alíquota zero.
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“Então não há nenhum reflexo com a assinatura do acordo e a vigência do acordo no que diz respeito a preços”, ressalta.
Ele também destaca que é infundada a crença de que o país passará a receber azeites de melhor qualidade com o início da vigência da parceria entre as nações dos blocos. “Vamos continuar recebendo aqui no Brasil o que não é usado na Europa, o refugo da Europa, um azeite de baixíssima qualidade que é trazido para o Brasil a preços eh baixos.”
O presidente ressalta que o Instituto defende uma assimetria de tratamento. “O que nós queremos é que ocorra [no Brasil o mesmo que ocorre] com o produtor europeu, que tem subsídio, incentivo do governo, projeto de fomento à atividade e baixa tributação”, pondera.
Obino Filho ainda ressalta que o setor quer que o governo brasileiro garanta competitividade interna entre o azeite brasileiro e o europeu. “O nosso azeite é verdadeiro, um azeite de qualidade, um azeite verdadeiramente extravirgem e não com o rótulo de extravirgem, como vêm estes europeus”, conclui.
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