O momento de Bia Haddad Maia na temporada segue preocupante. Após a derrota por 2 sets a 0 (6/3 e 6/2) para a turca Zeynep Sonmez, na estreia do Miami Open, a brasileira foi sincera ao diagnosticar o que travou seu jogo: a cabeça.
Mesmo com um início promissor, abrindo 2 a 0, Bia viu seu rendimento despencar, como ela própria admitiu depois da partida.
“Achei que minha mentalidade ficou um pouco passiva e meu primeiro saque comprometeu bastante”, analisou a número 1 do Brasil.
O reflexo do abalo emocional foi físico. Bia admitiu que o nervosismo travou suas pernas, resultando em erros não forçados atípicos e baixa mobilidade.
“Eu comecei bem. Estava competitiva, conseguindo manter uma energia alta, principalmente no saque e na primeira bola, colocando bastante intensidade, especialmente na hora de usar meu forehand. Depois, essa qualidade caiu um pouco. Acho que, pela mentalidade também, acabei me movimentando mal. Minha mobilidade não foi muito boa. Mas estou tentando melhorar as sensações em quadra, fazer coisas boas e evoluir meu tênis”, revelou.
Com nove derrotas nas últimas dez partidas, a brasileira já traça a rota para estancar a crise. Bia não jogará duplas em Miami e foca todas as energias na transição para o saibro.
Bia confirmou que disputará o WTA de Charleston e, na sequência, representará o Brasil na Billier Jean King Cup, na Colômbia.
Os próximos desafios da brasileira incluem também Madri e Portugal.
