A BMA (Biblioteca Mário de Andrade), primeira e maior biblioteca pública da capital paulista, completa 101 anos de história nesta quarta-feira, 25 de fevereiro.
Fundada originalmente em 1925 como Biblioteca Pública Municipal, a instituição — que em 1960 foi rebatizada em homenagem ao escritor que imortalizou a capital em sua obra — preparou uma manhã de celebrações gratuitas para o público no Auditório Rubens Borba de Moraes.
Pilar cultural da Terra da Garoa
Quem caminha pela calçada da Biblioteca Mário de Andrade não imagina a grandiosidade do patrimônio cultural guardado por trás de suas paredes. O que hoje é um marco do centro paulistano começou de forma modesta: inaugurada em 1925 como Biblioteca Municipal de São Paulo, sua primeira sede ocupava um casarão na Rua 7 de Abril, a alguns quarteirões dali.
No entanto, o rápido crescimento do acervo exigiu um espaço à altura de sua importância, levando à construção do icônico edifício dos dias atuais.
A missão de projetar a nova sede foi entregue ao renomado arquiteto francês Jacques Pilon. Radicado no Brasil desde a infância e estabelecido em São Paulo a partir de 1934, Pilon possuía uma ligação quase íntima com a região, residindo a apenas um quarteirão da obra, no Edifício São Luís.
Sua visão arquitetônica ajudou a transformar a BMA em um símbolo de modernidade urbana, consolidando-a como um dos principais centros intelectuais do país.
Atualmente, a biblioteca ostenta um acervo monumental, incluindo raridades bibliográficas que atraem pesquisadores de todo o mundo. Para o público geral, a instituição mantém cerca de 60 mil volumes disponíveis para empréstimo, reafirmando seu papel fundamental na democratização do acesso à leitura.
Entre seus maiores tesouros estão as coleções de artes, mapas e periódicos, que somam aproximadamente 350 mil livros e 11 mil títulos de revistas e jornais históricos.
Para se adaptar às demandas do século XXI, a Mário de Andrade passou por uma profunda reforma iniciada em 2007, voltada para a modernização estrutural e ampliação das áreas de convivência.
Reaberta em 2011, a renovação trouxe novos ares à instituição, com destaque para o corredor voltado à Rua da Consolação — um espaço que se tornou refúgio favorito de frequentadores e trabalhadores do centro durante o intervalo do almoço, unindo a preservação do passado à vida pulsante da metrópole.
Música, arte e literatura marcam festa de 101 anos
Para celebrar o marco centenário, a programação comemorativa começa logo cedo, às 9h30, com uma recepção musical na entrada do edifício, conduzida pela “Kombi do DJ” da Discoteca Oneyda Alvarenga, sob o comando do DJ Gudera.
O ponto alto das festividades ocorre a partir das 10h, com a cerimônia oficial de aniversário. Logo após a solenidade, o Grupo de Câmara da Orquestra Sinfônica Municipal sobe ao palco para um concerto especial.
Com Cecilia Moita ao piano e Andrea Vilella na flauta, o duo interpretará um repertório clássico composto por obras de Handel, Beethoven, Weber e Dvořák, unindo a tradição literária da casa à excelência da música erudita. Confira a programação completa na página da biblioteca no Instagram.
