Operação dos EUA no Golfo Pérsico mobiliza mais de 10.000 militares e afeta fluxo de petróleo global
O Centcom (Comando Central dos Estados Unidos) afirmou que forças norte-americanas fizeram 31 embarcações darem meia-volta ou retornarem aos portos desde o início do bloqueio no estreito de Ormuz contra o Irã. A informação foi divulgada na 4ª feira (22.abr.2026) como atualização da operação.
Segundo o comando, a maioria dos navios seguiu as ordens. Grande parte das embarcações que retornaram era de petroleiros, o que indica impacto direto sobre o transporte de petróleo do país.
O bloqueio impede a entrada e a saída de embarcações em portos iranianos e é aplicado com alcance regional e também fora do Oriente Médio. A operação envolve forças navais e aéreas dos Estados Unidos em diferentes pontos da região.
O chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, general Dan Caine, declarou que forças norte-americanas em diferentes regiões do mundo estão autorizadas a interceptar embarcações com bandeira iraniana ou que prestem apoio material ao país. Já o comandante do Comando Central, almirante Brad Cooper, disse que os militares mantêm vigilância constante sobre todos os navios monitorados.
Dados divulgados pelas Forças Armadas norte-americanas indicam que mais de 10.000 militares participam da missão. Também são empregadas mais de 100 aeronaves —entre caças, helicópteros e aviões de vigilância—, além de ao menos 17 navios de guerra.
Eis os tipos de meios empregados na operação:
- porta-aviões
- navios anfíbios de assalto
- navios de transporte anfíbio
- navios de desembarque
- destróieres com mísseis guiados
- navios de combate litorâneo
- aeronaves de caça (baseadas em terra e no mar)
- drones
- aviões de reabastecimento
- helicópteros
- aeronaves de inteligência, vigilância e reconhecimento
A passagem é um ponto estratégico global para o transporte de petróleo, e a presença norte-americana tem sido o principal foco de atrito com o Irã.
Na 3ª feira (21.abr), o presidente Donald Trump (Partido Republicano) disse que irá estender o cessar-fogo até que as negociações com o Irã para o fim do conflito sejam concluídas. No entanto, afirmou também que manterá o bloqueio no estreito.
Na 4ª feira (22.abr), o Irã atacou 3 navios no estreito, que estão sob custódia da Guarda Revolucionária.
