O deputado estadual Eduardo Botelho (União) afirmou que pretende votar pela reprovação do projeto de lei complementar que trata das regras para dirigentes sindicais, mas reconheceu que a proposta deve avançar na Assembleia Legislativa devido à força do governo. Segundo o parlamentar, há espaço para construir alterações que aperfeiçoem o texto. Porém, ele defende a limitação de mandatos muito longos em entidades sindicais.
Botelho argumentou que a alternância de poder é saudável para qualquer instituição e citou como exemplo permanências prolongadas em presidências de sindicatos.
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Apesar da posição crítica ao projeto original, o deputado disse estar aberto ao diálogo com representantes sindicais e parlamentares para buscar um texto intermediário. Ele também revelou que há estudos em andamento na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) para possíveis emendas.
“Esse projeto depende do presidente. Mas, eu conversei com os sindicalistas e disse para eles: se querem construir algo nesse projeto, nós podemos construir. Simplesmente reprovar o projeto, eu acho muito difícil. Eu, por exemplo, vou votar pela reprovação, mas a maioria… o governo tem força, e não vai derrubar. Agora, se quiser construir algo, eu estou pronto. Temos propostas para melhorar o projeto e para dar oportunidade. Ninguém pode ficar eternamente numa presidência. Você acha que o cara pode ficar 20 anos lá? Não dá. Tem que haver essa oxigenação”, disse Botelho.
