30/04/2026

30 de abril de 2026 08:54

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Brasil amplia vantagem sobre Argentina na produção de automóveis

Diferença supera 2 milhões de veículos leves em 12 meses; mercado interno aquecido sustenta ritmo brasileiro

O desempenho da indústria automobilística na América do Sul mostra um distanciamento entre Brasil e Argentina. Em março de 2026, considerando apenas automóveis e veículos comerciais leves, o Brasil produziu 250 mil unidades, enquanto a Argentina registrou cerca de 41.700. A diferença foi de cerca de 208 mil veículos no mês.

Enquanto o Brasil opera em níveis de produção próximos aos mais elevados desde 2018, a Argentina mantém produção mais volátil, com impacto sobre a atividade industrial. Os dados que embasam o levantamento do Poder360 são da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) e da Adefa (Asociación de Fábricas de Automotores da Argentina).

Ao considerar todas as categorias, o resultado brasileiro representa o melhor desempenho para o mês de março desde 2018, com alta de 35,6% ante o mesmo período de 2025. Eis a íntegra (PDF – 4 MB).

Na Argentina, na mesma comparação, houve variação positiva de 0,4% na comparação anual e de 40,8% ante o mês de fevereiro. Eis a íntegra (PDF 3 MB, em espanhol).

Apesar do avanço pontual, o país vizinho acumula queda de 19% na produção no 1º trimestre de 2026 frente ao mesmo período do ano anterior.

No acumulado de março de 2025 a março de 2026, a diferença entre os 2 países se elevou. Enquanto a produção nacional foi de 2,7 milhões de veículos, na Argentina, foi de 510 mil. Trata-se de uma diferença de 2,2 milhões.

Em termos relativos, a produção brasileira foi 431% superior à argentina, o equivalente a mais de 5 vezes o volume do país vizinho.

Mercado interno sustenta produção brasileira

O desempenho da indústria no Brasil é sustentado, principalmente, pelo mercado interno. No acumulado do 1º trimestre de 2026, a produção total de veículos somou 634,7 mil unidades, alta de 6% ante o mesmo período de 2025. Eis a íntegra (PDF – 158 kB).

A demanda doméstica tem contribuído para a manutenção do ritmo de produção, mesmo em um cenário de oscilações no comércio exterior. Esse movimento reflete a maior resiliência do mercado interno brasileiro, que tem absorvido parte relevante da oferta das montadoras e reduzido a dependência de ciclos externos. Ao mesmo tempo, as exportações seguem mais sensíveis ao cenário econômico regional, o que torna o consumo interno um fator central para a estabilidade da atividade industrial no curto prazo.

Na Argentina, o desempenho da indústria automotiva segue condicionado a fatores como custos, competitividade e instabilidade econômica. Em 24 de abril de 2026, a Nissan anunciou o encerramento de sua operação industrial própria no país. A empresa informou sua estratégia de ênfase na importação de veículos, depois de resultados abaixo das expectativas no mercado local e perda de competitividade nas exportações.

Apesar das diferenças, os mercados permanecem interligados. A Argentina é um dos principais destinos das exportações brasileiras de veículos, o que faz com que oscilações na atividade do país vizinho tenham impacto sobre parte da produção no Brasil. Esse vínculo se reflete na cadeia de produção das montadoras instaladas no Brasil e no planejamento de volumes destinados ao mercado externo, especialmente em momentos de retração ou instabilidade, que tendem a reduzir a previsibilidade das exportações regionais.

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