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23 de fevereiro de 2026 19:08

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Brasil assume 2º lugar em ranking global de maiores juros reais após nova alta da Selic

O Brasil agora tem a segunda maior taxa de juros reais do mundo, segundo levantamento da MoneYou divulgado nesta quarta-feira (18). A nova posição vem após o Comitê de Política Monetária (Copom) elevar a taxa Selic para 15% ao ano, marcando o maior patamar em quase duas décadas.

Com a inflação projetada para os próximos 12 meses já descontada, os juros reais brasileiros alcançam 9,53%, superando a Rússia (7,63%) e ficando atrás apenas da Turquia, que lidera o ranking com 14,44% de juros reais.

A alta dos juros no Brasil, decidida pelo Banco Central (BC), é a sétima consecutiva e ocorre em meio a um cenário de inflação resistente, desequilíbrio fiscal e incertezas geopolíticas.

O que são juros reais?

Os juros reais correspondem à diferença entre a taxa de juros nominal e a inflação esperada. Eles são um importante indicador do custo do dinheiro em um país e influenciam diretamente investimentos, crédito e o crescimento da economia.

Segundo o relatório da MoneYou, “apesar da pressão cambial ter sido amenizada pela guerra comercial entre EUA e China, o cenário interno brasileiro ainda carrega tensões inflacionárias, especialmente relacionadas aos preços de alimentos e à instabilidade fiscal.”

Ranking de juros reais – Junho 2025:

  1. Turquia – 14,44%
  2. Brasil – 9,53%
  3. Rússia – 7,63%
  4. Argentina – 6,70%
  5. México – 4,30%
  6. África do Sul – 3,80%
  7. Colômbia – 3,20%
  8. Indonésia – 2,90%
  9. Filipinas – 2,70%
  10. Hungria – 2,40%

Ranking de juros nominais:

Mesmo com a Selic em alta, o Brasil ocupa apenas a 4ª posição no ranking de juros nominais (sem descontar a inflação), atrás de:

  1. Turquia – 46%
  2. Argentina – 29%
  3. Rússia – 20%
  4. Brasil – 15%

Selic atinge nível mais alto desde 2006

A taxa básica de juros brasileira não alcançava os 15% ao ano desde julho de 2006, ainda no primeiro mandato do presidente Lula. A decisão reflete a persistência da inflação, as expectativas desancoradas para 2025 e 2026, e as pressões externas, como o conflito entre Israel e Irã e as tarifas comerciais globais.



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