13/01/2026

13 de janeiro de 2026 18:24

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Brasília faz amigo secreto com o Supremo, com tudo – 24/12/2025 – Anna Virginia Balloussier

Brasília está em polvorosa: tomados pelo espírito fraterno de fim de ano, os três Poderes toparam um amigo secreto com alguns de seus representantes mais ilustres, em nome da pacificação do país. Deputados, senadores, ministros, presidentes, geral embarcou na ideia. Com o Supremo, com tudo.

Manteve-se suspense sobre quem-tirou-quem até a última hora, já que por aquelas bandas não é só o orçamento que é secreto, não. Alguém propôs que adotassem o modelo de “amigo ladrão”, em que participantes podem roubar presentes um dos outros. A sugestão foi recebida com risinhos abafados. Melhor deixar pra lá.

Alexandre de Moraes tomou a dianteira e foi o primeiro a revelar seu sorteado: logo Jair Bolsonaro, que ganhou dele mais uns cinco anos de prisão. Brincadeirinha, gracejou Xandão, entregando ao presidiário uma biblioteca completa de palavras-cruzadas.

O ex-presidente, que aproveitou uma saidinha de Natal para participar do convescote, anunciou seu amigo secreto na sequência. Gritos de “é marmelada, é marmelada!” na hora. Foi seu filho Edward Bolsonaro, que acompanhava tudo direto dos Estados Unidos, por Zoom.

O 03 levou do pai uma chapa para fritar hambúrguer e uma foto gerada por IA, de Donald Trump e Jair na ONU, rodeados por “popcorn and ice cream sellers sentenced for coup d’État in Brazil”, talkey?

Edward tirou Hugo Motta e lhe cedeu sua emenda parlamentar, já que não ia usar mesmo. Motta leu no papelzinho o nome de Gilberto Kassab, agraciado com uma mesa de centrão para decorar a sala de estar.

Kassab, por sua vez, deu um xampu para Xandão. O ministro arqueou as sobrancelhas e sorriu de canto de boca. A coisa ficou cabeluda para o lado do líder do PSD.

Como Xandão já havia participado, a vez pulou para Marina Silva, que puxou uma piadinha sobre desmatamento capilar. O salão se encheu de novo com gargalhadas, que cessavam de pronto assim que o ministro do Supremo Tribunal Federal pousava um olhar de poucos amigos sobre a pessoa entretida.

Marina tirou Nikolas Ferreira e lhe presenteou com um Manual do Escoteiro. Nikolas ofertou a Gleisi Hoffmann um Pix de R$ 13. Gleisi enviou a Carla Zambelli, em participação remota autorizada pela Justiça italiana, uma gravação dela cantando “Bella Ciao” na festa de fim de ano do PT.

Zambelli sorteou Gilmar Mendes e pediu um habeas corpus, ao que Luiz Fux interveio e rebateu que, antes de entregar, Gilmar precisava receber algo. O ministro ganhou então um chaveirinho do Coliseu.

Lula foi o último. Tarcísio de Freitas disse que queria lhe dar um segundo turno, mas Flávio Bolsonaro fechou a cara no outro canto da sala, e o governador paulista preferiu repassar ao petista um copo Stanley que levou de brinde num happy hour da Faria Lima.

Todo mundo riu demais, até Alexandre de Moraes instalar o climão perguntando onde estava o voto impresso auditável do evento. Ato contínuo, Xandão rachou o bico, e aqui e ali ouviram-se suspiros de alívio.

O ministro foi o primeiro a ir embora. Despediu-se estendendo aos convivas um cartão de visitas da sua mulher, caso alguém fosse precisar de advogado em 2026. Silêncio sepulcral.


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