17/02/2026

17 de fevereiro de 2026 19:28

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Café, cacau, algodão, trigo e milho caem na abertura das bolsas americanas

Após uma segunda-feira (16) sem negociações nas bolsas americanas devido ao feriado do Dia dos Presidentes, na abertura da bolsa de Nova York desta terça-feira (17), os contratos de café arábica com entrega para maio registram queda de 4,07%, cotados a US$ 2,8615 por libra-peso.

Os preços do café vêm recuando nas últimas duas semanas, em meio a estimativas de safra recorde no Brasil, que é o maior produtor mundial. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta produção recorde de 66,2 milhões de sacas de 60 quilogramas. Já a corretora Eisa estima que a nova safra brasileira, que inicia a colheita nos próximos meses, alcance 75,8 milhões de sacas.

As chuvas registradas nas regiões produtoras também contribuíram para a melhora das perspectivas da safra, reduzindo preocupações com o clima seco. Com isso, as cotações do café atingiram os menores níveis dos últimos seis meses.

Cacau

O cacau também opera em queda, e os papeis para março recuam 3,18%, a US$ 3.467 por tonelada. O mercado segue influenciado por projeções de oferta elevada na Costa do Marfim e em Gana, principais produtores globais.

Dados sobre redução nas moagens, queda nas vendas de grandes indústrias de chocolate e aumento dos estoques certificados na bolsa também impactam as negociações. No acumulado de um mês, o preço do cacau caiu 30,25% e, na comparação anual, recua 65,52%, com base em contratos por diferença (CFDs) que acompanham o mercado de referência da commodity, pontua a Trading Economics.

Algodão

Os papeis de algodão também para março caem 0,68%, cotados a 61,69 centavos de dólar por libra-peso.

Açúcar

O açúcar demerara iniciou o dia em alta de 1,81%, com os contratos para março cotados a 14,03 centavos de dólar por libra-peso. Os futuros do açúcar vêm sendo influenciados por ajustes técnicos após os preços atingirem o menor nível dos últimos cinco anos na Bolsa de Nova York, de acordo com análise do Barchart.

Contudo, a alta pode encontrar limitações diante das expectativas de superávit na produção global de açúcar até a temporada 2026/27.

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros de trigo iniciam esta terça-feira (17), pós-feriado nos Estados Unidos, em queda na bolsa de Chicago. Os papéis com vencimento em março recuam 2,1% e são cotados a US$ 5,3650 por bushel. 

O movimento amplia as perdas registradas na última sexta-feira (13), após os preços recuarem das máximas de vários meses estabelecidas na quinta-feira (12). Segundo operadores, a realização de lucros e ajuste de posições contribuem para o movimento.

A pressão adicional vem da informação de que o governo da Índia permitirá a exportação de 2,5 milhões de toneladas métricas de trigo. O país, segundo maior produtor mundial do cereal, busca apoiar produtores locais em meio a protestos relacionados a um acordo comercial entre Índia e Estados Unidos.

Já a consultoria IKAR elevou sua estimativa para a safra de trigo da Rússia em 2026, passando de 88 milhões para 91 milhões de toneladas métricas. A Rússia é o maior exportador global do grão.

Milho

No mercado do milho, os contratos para março recuam 0,78%, a US$ 4,2762 por bushel. O cereal encontra dificuldade para sustentar a recuperação observada no fim de janeiro, após relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos indicar melhora na demanda.

Segundo análise da Trading Economics, embora haja avanço no consumo, o nível ainda não aperta de forma significativa a oferta. A consultoria também aponta que as expectativas de outra grande safra brasileira e ajustes marginais na oferta externa indicam competição intensa nas exportações.

Soja

A soja opera próxima da estabilidade, e os contratos com vencimento em março avançam 0,01%, a US$ 11,3213 por bushel. 

A oleaginosa vem de perdas nas últimas sessões, depois de os preços recuarem das máximas de vários meses atingidas na semana passada. O movimento é influenciado pela demanda mais fraca da China, maior importadora mundial, que permanece fora do mercado durante um feriado de uma semana em virtude do Ano Novo Chinês, reduzindo o interesse de compra no curto prazo, pontua a Trading Economics.

No Brasil, a área colhida de soja na temporada 2025/26 atingiu 22,3% do total semeado até sexta-feira (13), ante 16,78% no mesmo período de 2025, conforme dados da consultoria Pátria AgroNegócios. A média dos últimos cinco anos para o período é de 18,40%. Segundo a consultoria, a colheita perde ritmo em razão de chuvas excessivas no Centro-Norte do país.

Já a AgRural estima que 21% da safra brasileira de soja foi colhida até a última quinta-feira (12), abaixo do ritmo de 24% registrado no mesmo período de 2025.

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