24/02/2026

24 de fevereiro de 2026 19:19

Carretas com soja enfrentam fila de 25 km a caminho do Porto de Miritituba

Carretas carregadas com soja produzida em várias regiões do país inclusive de Mato Grosso, estão enfrentando longas filas no acesso ao Porto de Miritituba, no Pará. A situação foi constatada nesta segunda-feira (23) durante visitas técnicas realizadas pela comitiva do projeto Estradeiro BR-163 – Do Campo ao Porto, formada por presidentes de 20 sindicatos rurais e liderada pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato).

O grupo percorreu um trecho que sai da região do KM 30 até o complexo portuário, em um trajeto de pouco mais de 30 quilômetros. Ao longo do caminho, foi registrada uma fila superior a 25 quilômetros de caminhões carregados com soja mato-grossense aguardando triagem e descarregamento.

Durante a visita, caminhoneiros relataram longas horas, e até dias, de espera, além da ausência de estrutura mínima ao longo da fila, como banheiros e pontos de apoio. Segundo eles, as condições precárias impactam diretamente a saúde física e emocional dos motoristas.

O presidente da Famato, Vilmondes Tomain, afirmou que o cenário evidencia gargalos históricos da logística brasileira e reforça a necessidade urgente de investimentos.
“Esse é um Brasil que transforma, um Brasil que gera muita riqueza, só que nós temos que ter respeito com essas pessoas. Infelizmente não está havendo respeito com quem está trabalhando”, declarou.

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Caminhoneiros também desabafaram sobre a rotina enfrentada no local. “Aqui a gente está jogado, não tem banheiro, a gente passa dificuldade. São muitos pais de família e não está merecendo esse descaso. Isso abala muito o psicológico. Tem colega que fica tantas horas e acaba fazendo coisa errada na estrada”, relatou um dos motoristas.

A comitiva destacou que o escoamento da safra pelo Arco Norte é estratégico para o agronegócio de Mato Grosso e do país, mas alertou que, sem a ampliação da capacidade portuária, melhorias na gestão do fluxo de caminhões e maior presença do poder público, os transtornos tendem a se repetir a cada safra.

Nortão MT com G1

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