O caso envolvendo Eliza Samudio voltou ao debate público após a divulgação de que um passaporte em nome da vítima foi encontrado em Portugal e entregue às autoridades brasileiras. O documento, considerado original, possui carimbo de entrada no país europeu datado de 2007, anterior ao desaparecimento e à morte de Eliza, oficialmente reconhecida em 2010.
O achado foi comunicado por um brasileiro que residia em uma casa compartilhada no exterior e ganhou repercussão após entrevista à Leo Dias TV. Apesar da curiosidade gerada, especialistas e autoridades ressaltam que o documento, por si só, não altera a conclusão do processo já julgado pela Justiça brasileira.
O desaparecimento de Eliza Samudio foi investigado, denunciado e julgado, resultando na condenação do ex-goleiro Bruno Fernandes como mandante do crime. O corpo da vítima nunca foi localizado, mas a Justiça reconheceu a materialidade do homicídio com base em provas testemunhais, periciais e circunstanciais.
Autoridades explicam que passaportes podem permanecer em circulação por anos, mesmo após a morte do titular, e que a existência do documento fora do país não comprova que a vítima esteja viva. Até o momento, nenhuma nova investigação oficial foi reaberta, e o caso segue encerrado do ponto de vista jurídico.