O avanço dos trabalhos agrícolas no Brasil segue condicionado pelo comportamento do clima, que tem imposto um ritmo desigual entre as principais regiões produtoras do país. Em Mato Grosso, as operações em campo avançam de forma mais cadenciada devido à ocorrência de chuvas e à maturação das lavouras de soja, com expectativa de aceleração apenas no fim de janeiro, quando a tendência é de maior regularidade do tempo.
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No estado do Maranhão, o cenário é mais favorável ao desenvolvimento das áreas cultivadas, especialmente na região de Balsas. Ainda assim, o plantio avança em ritmo inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, reflexo da irregularidade das chuvas, principalmente nas áreas centrais do estado, onde a umidade do solo ainda não é suficiente para garantir segurança total ao produtor.
A região do Matopiba apresenta evolução gradual das atividades. Maranhão tem cerca de 67% das áreas plantadas, enquanto, no panorama nacional, o índice de semeadura chega a 98,2%, com estados como Mato Grosso e Paraná já em fase de colheita. A previsão indica melhora nas condições climáticas nos próximos dias, com avanço das chuvas sobre a região, o que deve destravar parte das operações no Nordeste agrícola.
Próximos cinco dias
Para os próximos cinco dias, os volumes previstos no sul do Maranhão podem variar entre 50 e 70 milímetros, especialmente em municípios estratégicos como Riachão. A expectativa é de manutenção das chuvas até o fim de fevereiro, avançando para março, garantindo suporte ao desenvolvimento das lavouras recém-implantadas.
No Centro-Oeste, a recomendação é de atenção máxima ao curto prazo. Em Mato Grosso, os próximos dias de tempo mais firme devem ser aproveitados para acelerar os trabalhos, já que, na próxima semana, as chuvas voltam a ganhar força, especialmente na porção centro-leste do estado.
Em áreas como Sinop, os acumulados podem ultrapassar 100 milímetros em cinco dias, o que tende a dificultar as operações em campo, embora favoreça áreas em fase de enchimento de grãos.
O tempo no Sudeste
O alerta se estende ao Sudeste, onde uma frente fria mantém um corredor de umidade ativo sobre São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais. Há risco de temporais, granizo e rajadas de vento que podem ultrapassar 100 km/h, além de volumes elevados de chuva, com acumulados acima de 100 milímetros em poucos dias. As condições aumentam o risco de alagamentos.
A tendência é de manutenção das chuvas intensas até o fim da semana, com alívio gradual a partir do próximo fim de semana. Na sequência, a entrada de ar mais frio deve provocar queda nas temperaturas, após dias de calor extremo registrados em diversas regiões.
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