Mortari entendia que o preparo físico iria fazer o jogo se encontrar em espaços pequenos e forçar a jogadas de armação curta, como no basquete da Fiba, visto no mundo no início da década de 1980.
Na pandemia, em 2020, o documentário “The Last Dance”, sobre Michael Jordan, trouxe um episódio sobre a mudança proposta pelo Chicago Bulls, do técnico Phil Jackson.
Os treinos sugeridos por seu assistente, Tex Winter, indicavam que o jogo se daria em triângulos. Phil Jackson conversou com Michael Jordan e mostrou como ele seria muito mais influente no jogo, mas faria menos pontos, porque o jogo seria mais coletivo.
Bingo!
Ao assistir ao episódio, a visualização imediatamente se transportou do basquete para o futebol, especialmente para as triangulações propostas por Josep Guardiola, no Barcelona, Bayern e Manchester City.
No dia seguinte, consegui o número e telefonei para Cláudio Mortari. O técnico campeão mundial de basquete observou como Phil Jackson foi mais observado como um administrador de vaidades, em vez de estrategista: “Por causa da quantidade de talentos de seu time. Então, sempre se aponta para a capacidade de administrar vaidades. Mas não é só isso”, afirmou.