A ausência da mensagem oficial do Palácio do Planalto ao Senado Federal não deve impedir a realização da sabatina de Jorge Messias para o STF (Supremo Tribunal Federal). O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), mantém a intenção de conduzir a avaliação do indicado no dia 10 de dezembro, mesmo sem a formalização necessária, conforme apurou a repórter e colunista da Rádio Itatiaia Edilene Lopes no CNN Arena.
Apesar da indicação de Messias ter sido publicada no Diário Oficial da União, o processo de tramitação no Senado tradicionalmente exige uma mensagem específica do Executivo. Alcolumbre, no entanto, encontrou uma alternativa: pretende utilizar a própria publicação do Diário Oficial para dar início ao processo, com leitura prevista para o dia 3 de dezembro na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Articulações e tensões políticas
A situação evidencia um embate entre o Senado e o Palácio do Planalto, que aparentemente prefere o adiamento da sabatina. Messias tem buscado apoio entre parlamentares evangélicos, participando de eventos e realizando articulações políticas para fortalecer sua posição.
A votação na CCJ, onde o escrutínio é aberto, pode ser mais favorável a Messias. No entanto, o cenário se torna mais complexo no plenário do Senado, onde a votação é secreta. Uma eventual reprovação do indicado poderia gerar um significativo desgaste institucional entre o Senado Federal e o Palácio do Planalto.
Em meio a essas tensões, surgem negociações envolvendo possíveis nomeações para o comando do Banco do Brasil, o que poderia amenizar as resistências ao nome de Messias. O movimento de Alcolumbre, ao marcar a sabatina sem a mensagem oficial, e a resposta do Executivo em não enviar o documento, transformaram a indicação em um novo campo de disputas políticas.
