Bruno Andrade, de Lisboa (Portugal), e Pedro Ivo Almeida, de São Paulo (SP)
26 de jan, 2026, 08:06
Como antecipou a ESPN na sexta-feira (23), o negócio entre Flamengo e West Ham por Lucas Paquetá virou um ‘jogo de paciência’. E a nova cartada foi dada no avanço das tratativas entre o sábado (24) e o domingo (25), quando a reportagem informou que os dois clubes finalmente chegaram a um acordo pelo total a ser pago, com o entrave restante passando a ser a forma de pagamento.
Então, como o clube rubro-negro pretende honrar os 41,250 milhões de euros fixos (R$ 256,4 milhões pela cotação atual), sem qualquer valor adicional em bônus? Do outro lado, de que forma o time inglês deseja receber o montante?
Segundo apurou a ESPN, a situação de momento é a seguinte: o West Ham quer já, à vista, 35 milhões de euros (R$ 217,5 milhões na cotação atual), e o Flamengo topa pagar desta maneira.
Restam os demais 6,250 milhões de euros (R$ 38,9 milhões), e é aqui que existe ainda uma pequena diferença entre o que um lado propõe e o outro quer. As conversas agora giram em torno disto. Segundo soube a reportagem, o clube inglês até aceita dividir este restante em duas parcelas, mas deseja a primeira já no segundo semestre de 2026 e a segunda no início de 2027, enquanto a equipe brasileira tenta esticar um pouco mais este prazo.
Em outra informação obtida pela ESPN, o Flamengo já não enxerga como problema esta discordância pela forma de pagamento e avalia que a negociação agora é “uma questão de tempo” para ser finalizada. O entendimento interno é que o clube, pela primeira vez, recebeu sinalizações concretas de que o negócio vai acontecer, e a expectativa do presidente, Luiz Eduardo Baptista, o BAP, é que o desfecho aconteça no início desta semana.
Não à toa, o mandatário, no domingo, após participar de um evento da Copa do Mundo feminina de 2027, no Rio de Janeiro, afirmou: “O que eu posso dizer é que nós estamos próximos. Hoje, a diferença é a forma de pagamento que a gente vai fazer… A expectativa está altíssima”.
‘Detalhe’ de R$ 39 milhões
Tentar esticar um pouco mais o prazo para o pagamento do valor restante é só mais uma parte do ‘jogo de paciência’ já citado. O Flamengo tenta agora obter algum ganho em relação ao que deseja na forma de pagamento uma vez que cedeu naquilo que o West Ham bateu o pé, que foi não aceitar a proposta de 35 milhões de euros fixos mais 5 milhões de euros em possíveis bônus.
A ESPN informou isto na sexta-feira. Os ingleses definiram e avisaram que os brasileiros deveriam propor um valor maior à vista ou aumentarem o montante fixo a ser oferecido na transação, que foi o que o time rubro-negro fez: chegou a 41,250 milhões de euros fixos sem qualquer bônus por metas.
Em uma tacada, o clube rubro-negro resolveu o ‘detalhe’ de R$ 39 milhões (6,250 milhões de euros) que fez o time londrino, enfim, dar o ok para o negócio em relação a valores. Resumindo: destravou-se o principal obstáculo, que era o financeiro.
Na quinta (22), o Flamengo tinha oficializado a proposta de 35 milhões de euros (R$ 217,5 milhões) fixos, com outros 5 milhões de euros (R$ 31 milhões) em bônus por objetivos alcançados, logo, naquele momento, um valor total de 40 milhões de euros (R$ 248,6 milhões) a ser pago de forma parcelada.
