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21 de maio de 2026 02:27

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Como funcionam anticorpos monoclonais, usados para tratar médico com Ebola

Um médico americano infectado com Ebola está recebendo tratamento com anticorpos monoclonais na Alemanha, cerca de quatro dias após o primeiro teste positivo para o vírus.

O doutor Peter Stafford apresenta sintomas como febre, tontura, vertigem e náusea. Ele estava em um hospital na República Democrática do Congo quando a OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou emergência de saúde pública no domingo (17).

Mas o que são os anticorpos monoclonais, usados para tratar doenças graves como o vírus Ebola?

Os anticorpos monoclonais (mAbs) são uma classe de profiláticos feitos a partir de diferentes tecnologias que identificam o sequenciamento genético de doenças infecciosas. Eles são, basicamente, cópias idênticas de um anticorpo criadas em laboratório, injetadas na corrente sanguínea.

O tratamento não oferece grandes efeitos colaterais e se destaca pela segurança, sobretudo no que diz respeito à precisão ao eliminar o agente infeccioso do organismo. Ele “marca” o vírus e ajuda os mecanismos de defesa do próprio corpo a combaterem a doença.

“Um anticorpo monoclonal existe quando a gente consegue em laboratório, por alguns métodos, cultivar uma célula produtora de um único anticorpo e reproduzi-lo em quantidades ilimitadas”, esclarece Ana Maria Moro, diretora do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Imunobiológicos (CeRDI) e do Laboratório de Biofármacos do Instituto Butantan.

Diferente das vacinas, que são consideradas um tipo de imunização ativa, os anticorpos monoclonais são passivos: ensinam o corpo a produzir a própria defesa. Eles bloqueiam os receptores celulares que permitem que o vírus continue se multiplicando e são capazes de diminuir a carga viral em pouco tempo.

Além de doenças virais, o tratamento demonstrou grande eficácia contra doenças autoimunes como artrite reumatoide, esclerose múltipla, doença de Crohn e psoríase, além de cânceres. No Brasil, o Instituto Butantan é pioneiro no desenvolvimento dos anticorpos, conduzindo estudos de medicamentos já certificados para serem oferecidos como tratamento no SUS (Sistema Único de Saúde).

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