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21 de abril de 2026 02:55

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Como idolatria de técnico búlgaro por Zico fez ex-Flamengo parar no Vietnã e sonhar com carreira até os 40 anos

Brasil, Arábia Saudita, Emirados Árabes, Tailândia e agora… Vietnã. Nascido no Rio de Janeiro e cria da base do Flamego, Luiz Antônio é mais um andarilho da bola. Mas a experiência que teve nos últimos três anos fez o polivalente meio-campista decidir que quer deixar de ser “nômade” para passar mais algumas temporadas na Ásia.

Atualmente no Hai Phong, clube da elite vietnamita, o jogador de 35 anos se surpreendeu com a mudança para o país que outrora era mais conhecido pela guerra do que pelo futebol. Agora adaptado à cultura local, o meio-campista ganhou o respeito dos clubes e torcedores. Mas a forma como foi parar lá é que chama atenção.

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“Eu estava na Tailândia, fui para o Brusque, terminei a temporada e apareceu a oportunidade de vir para cá. Eu estava praticamente fechado com outro clube no Brasil, mas (foi) devido à ligação do treinador, búlgaro, que tem vários amigos brasileiro e fala português e virou um dos meus melhores amigos aqui. Ele me ligou, disse que tinha visto o meu vídeo, tinham passado 50 nomes para ele, mas quando viu o meu, e por eu ter jogado no Flamengo, pelas características que ele queria, por ser muito fã do Flamengo, do Zico, facilitou bastante e criou uma amizade. Teve o convite, eu fui em um desafio novo, diferente, e deu certo”, disse Luiz Antônio em entrevista ao ESPN.com.br.

O búlgaro ao qual o jogador se refere é Velizar Popov, ex-volante que teve uma carreira modesta e que só durou cinco anos devido às lesões. Além de ser o responsável por levar Luiz para o Thanh Hoa, em 2023, o seu primeiro clube no Vietnã, também se tornou um grande amigo do brasileiro.

“Ele tem muitos amigos brasileiros, um dos melhores amigos dele mora em Recife. Aí devido ao Flamengo, por ele ter o Zico como ídolo – o viu na Copa de 82 e ficou apaixonado. Depois disso, começou a seguir o Zico no Flamengo, e por aí vai. Ele quis aprender português, fala várias línguas”, disse Luiz Antônio ao explicar a idolatria do seu ex-treinador pelo Galinho.

“Na primeira temporada, logo nas férias, eu fui para o Brasil e dei camisa, álbum assinado pelo Zico para ele, pedi para o Zico mandar ‘feliz ano novo’ para ele, dar os parabéns a ele pelo trabalho. Ele ficou super feliz e isso acabou facilitando para virar amigo dele.”

‘A cidade que eu moro é muito parecida com o Rio…’

Thanh Hóa, cidade na costa centro-norte do Vietnã, foi a primeira parada de Luiz Antônio. E apesar do choque cultural, a adaptação do brasileiro foi rápida. Mas ele não se esquece de algumas experiências inusitadas que teve logo na chegada. Sobretudo em relação à comida.

“Eles não falam muito inglês, então é complicado de você conversar, você tem que falar um pouco da língua deles, eu tive que aprender algumas palavras, gestos, ou usando o tradutor. Tem o arroz deles, que é empapado como o japonês, o frango, que é quase cru, tem a carne de cachorro, que é uma carne diferente, nem todos gostam de comer. Eles comem de tudo, sapo, frango, peixe. Tem o porco deles, que é crocante por fora, muito chá, muita sopa. Você tem que ter cuidado porque senão comemos carnes diferentes, que não estamos acostumados e podem fazer mal. Mas estou me adaptando aos poucos, algumas coisas eu experimento”, contou.

“Estou aqui pela terceira temporada, gosto muito, muitas cidades boas, coisas interessantes, que eu não esperava. Não é só aquela visão ‘o Vietnã é guerra’. Não, tem muitas coisas parecidas com o Brasil, coisas bem legais para se viver, um país que respeita os estrangeiros, eles gostam da gente, tratam bem. Ainda mais eu, por ser brasileiro, eles gostam de futebol. Eu tenho gostado bastante daqui, não tenho o que reclamar desses três anos”, disse o meio-campista, que desde o ano passado vive em Hai Phong, cidade a pouco mais de uma hora da capital Hanói.

“Hai Phong é muito parecida com o Rio de Janeiro em algumas situações, então está sendo muito bom.”

Desde que chegou, Luiz Antônio foi campeão da Copa e da Supercopa vietnamita pelo Thanh Hoa e rapidamente conquistou o respeito dos clubes e jogadores da liga local. Mas para isso, precisou enfrentar a desconfiança pela sua idade, já que chegou ao país com mais de 30 anos.

“Eu consegui, através do futebol, ter o respeito dos vietnamitas, de todos os clubes contra quem eu jogo e dos que eu já passei, da imprensa, dos árbitros, dos treinadores, isso é gratificante. Muitos desconfiaram, devido eu ter chegado um pouco mais velho, mas mostra que hoje em dia no futebol, se você está preparado, se está bem fisicamente, demonstrando e dando resultado dentro de campo, não importa a idade, você consegue se manter em alto nível sempre”, disse, lembrando das diferentes posições em que atuou desde que chegou ao Vietnã.

“Eu vim aqui para ser primeiro volante, o treinador falou que eu tinha muita qualidade para ficar lá atrás e me botou de 8, no final joguei de camisa 10 nas duas primeiras temporadas. Até de zagueiro eu joguei.”

Entre os torcedores, o brasileiro também se tornou uma referência. O que o fez passar por algumas situações inusiatdas, virando até mesmo tema de tatuagem.

“Teve um (torcedor) que me pediu um autógrafo para tatuar no braço. Faziam tatuagem de mentira com o meu rosto. Tinha um torcedor que fazia várias mini fotos da minha carreira, quando eu joguei na Chape, no Bahia, no Flamengo, ele imprimia, plastificava e me dava. Toda hora eu tinha várias fotos. E não é normal. Teve um torcedora do Hai Phong que fez uma caricatura de todos os jogadores. São coisas inusitadas. Eles também dão muitas flores”, contou.

‘Quero parar de jogar bola lá para os 40 anos…’

A experiência no Vietnã também fez Luiz Antônio ganhar uma espécie de sobrevida na carreira, depois de rodar por muitos países diferentes em um curto espaço de tempo. Agora, o meio-campista pensa até mesmo em seguir os passos de jogadores como Cristiano Ronaldo, Fábio, Nenê, Buffon, entre tantos outros, que chegaram aos 40 anos ainda atuando profissionalmente.

Além da longevidade, o brasileiro faz planos de ficar mais tempo no país asiático. É claro que uma volta ao Brasil nunca está descartada, mas por enquanto o seu desejo é seguir aonde está.

“Eu pretendo ficar bastante aqui, a cultura, a educação, a segurança é muito grande. Na parte financeira, está muito bom, o custo de vida do país é muito baixo em relação ao Brasil. Quero parar de jogar bola lá para os 40 anos, e aí vou ficando por aqui. Ou daqui a algum tempo volto para o Brasil. Quero ficar mais um tempinho por aqui até pensar em me mudar, já me deram a oportunidade, abriram as portas para mim e estão gostando do meu desempenho em campo, acho que não tem motivo para ficar mudando toda hora de país”, finalizou.

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