Nesta quarta-feira (28), Atlético-MG e Palmeiras se enfrentam na Arena MRV, às 19h (de Brasília), pela 1ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Atual comandante do Galo, Jorge Sampaoli esteve perto de chegar ao Verdão no passado recente, em um movimento que poderia ter mudado a história do futebol nacional.
Tudo aconteceu no final de 2019, ano que o Palmeiras encerrou em crise e sem conquistas, o que exigiu mudanças bruscas no planejamento para a temporada seguinte.
Com isso, Alexandre Mattos, diretor executivo que estava no cargo desde 2014, e Mano Menezes, então treinador, deixaram o Alviverde, que mirou justamente em Sampaoli para iniciar o trabalho em 2020.
Naquela época, o argentino comandava o Santos e havia feito um belo trabalho ao levar o Alvinegro ao vice-campeonato do Brasileirão 2019 – goleando, inclusive, o Flamengo de Jorge Jesus por 4 a 0, na Vila Belmiro, na reta final da competição.
Após abrir tratativas, o Palmeiras recebeu “sinal verde” do estafe do técnico para negociar a contratação e avançou para ter o estrangeiro.
Sampaoli chegou a ficar muito próximo de assumir o comando do clube paulista. Segundo apurou a ESPN à época, a pedida do técnico foi de um salário total de R$ 2 milhões, que englobaria seus vencimentos e os de sua comissão técnica.
Quando tudo parecia certo, porém, a negociação desandou em 14 de dezembro de 2019, com o Alviverde informando que não havia chegado a um consenso com o técnico, fechando as conversas.
“O Palmeiras comunica que não chegou a um acordo financeiro com o técnico Jorge Sampaoli e com isso a negociação está encerrada”, escreveu a equipe paulista, em comunicado.
Anos depois, em agosto de 2022, em entrevista ao Sportv, Sampaoli explicou a decisão de não aceitar o convite do Palmeiras.
“Tive uma reunião com o presidente (Maurício Galiotte), mas, naquele momento, se ficasse no Brasil, era para ganhar do Flamengo e entendi que não estava nas condições que eu necessitava. Com isso, acabou não tendo acordo”, afirmou o treinador.
“Necesito refuerzos”?
À época, um dos fatores apontados como responsáveis por fazer a negociação desandar seria um suposto excesso de “refuerzos” pedidos por Sampaoli para o plantel palmeirense.
Em entrevista à ESPN, porém, Maurício Galiotte negou que este tenha sido o ponto principal e apontou a “mudança de filosofia” do clube como um fator mais decisivo.
“Exagero, exagero… (Sampaoli e estafe) Não tiveram pedidos estratosféricos. Ele tinha uma expectativa de algumas contratações, mas o Palmeiras está num momento de mudança de filosofia, de mudança de estratégia. Então, a gente acabou não alinhando as expectativas. Acabamos não desenvolvendo o acordo. Também existiam diferenças importantes dos valores financeiros”. explicou.
“Como o Palmeiras queria implementar mudanças, a gente acabou não chegando a nenhum acordo. Mas é um treinador renomado, vencedor, que a gente tem muito respeito. Ele passou uma planilha importante, com vários nomes, uma ideia muito ambiciosa, mas não era exatamente isso que o Palmeiras iria fazer neste ano. Por isso as coisas não se desenvolveram. Foi exatamente isso que ocorreu”, complementou.
No fim das contas, Sampaoli deixou a Vila Belmiro e foi para o Atlético-MG, tendo sua primeira passagem pela Cidade do Galo.
De Luxa a Abel
Naquele momento, além das saídas de Mattos e Mano Menezes, o Palmeiras também “fechou a torneira” nas contratações e resolveu apostar de vez em nomes que vinham se destacando nas categorias de base.
Ainda em dezembro de 2019, o clube oficializou a contratação do experiente Vanderlei Luxemburgo para ser o manager que cuidaria de integrar base e profissional no Palestra Itália.
Foi nas mãos do veterano que o Palmeiras, liderado por “Crias da Academia” como Gabriel Menino e Patrick de Paula, conquistou o título do Campeonato Paulista 2020, em cima do Corinthians.
Luxemburgo ainda “pavimentaria o terreno” até outubro daquele ano, quando acabou demitido e foi substituído por um então desconhecido Abel Ferreira, que vinha de bons trabalhos por Braga, de Portugal, e PAOK, da Grécia.
O resto é história…
Sob o comando do português desde então, o Alviverde conquistou nada menos do que duas edições da CONMEBOL Libertadores (2020/2021), uma Copa do Brasil (2020), três Campeonatos Paulistas (2022/2023/2024), dois Campeonato Brasileiro (2022/2023), uma Recopa Sul-Americana (2022) e uma Supercopa do Brasil (2023).
